Transtornado transformado

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Entende-se por transtorno mental uma perturbação, contradição, desordem, descontrole, bagunça, desarranjo, tormento… ou distúrbio psíquico que leva um indivíduo a agir de uma forma diferente da maioria. Os transtornos são respostas inadequadas que a mente dá às fobias, ansiedades, alterações de humor, psicoses, neuroses, personalidades… (não confundir com mecanismos de defesa). Os transtornados têm reações de humor desproporcionais em situações inconvenientes: choram, brigam, ameaçam, riem, embrutecem, deturpam, irritam-se com facilidade e irritam os outros e quase tudo em extremo. Podem ser egoístas, manipuladores, isolados, desconfiados, iracundos, tímidos, palradores, mal educados etc., tendo visão distorcida do meio em que vivem.

“Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.” (Pv 4:25)

 

Podemos observar nos relatos bíblicos que já naqueles tempos haviam indivíduos que apresentavam alguns destes sintomas:

“Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão.” (Tt 1:10)

 

Os transtornos mentais são considerados doenças, segundo a Classificação Internacional de Doenças CID – 10, cuja a situação pessoal merece cuidados, porque pode se tornar uma porta para enfermidades físicas.

 

O Transtorno de Personalidade Boderline, (do inglês Border = fronteira; e Line = linha), por exemplo, é de difícil tratamento por estar no limite da sanidade, daí o termo Transtorno de Personalidade Limítrofe, em português.

 

Outro exemplo: no caso do Transtorno de Personalidade Antissocial (ou Psicopata), há três graus do transtorno – leve, médio e grave – este último pode levar a pessoa a cometer graves crimes. Em todos os casos, a partir do momento em que o transtornado é prejudicado pelo próprio comportamento e compromete o bem estar dos que convivem com ele, deverá ser encaminhado para tratamento. O problema maior está em indivíduos que passam despercebidos e podem viver como uma pessoa normal, sem nunca serem diagnosticadas; podem não assassinar ninguém, mas andam vitimando sentimentos alheios em todos os lugares por onde passam.

“Nenhum deles cai em si, já não há conhecimento nem compreensão […]” (Is 44:19)

 

Quando os transtornos mentais evoluem para o pecado

“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.” (1Jo 3:4)

 

Não gostaria de pensar assim, mas é inevitável, porque é real: os transtornos de ordem psíquica mais graves podem se tornar uma porta para o crime e/ou para o  pecado, podendo em casos extremos, acabar em possessão demoníaca. Na verdade, a Palavra de Deus nos ensina que o homem já nasce no pecado (Sl 51:5) e é moldado segundo a educação pecaminosa do mundo (Gn 8:21). Desde quando o primeiro homem pecou, este mal passou a ser próprio da natureza humana (1Co 15:45-49). Os magistrados do mundo inteiro discutem a pena para transtornados mentais que passam dos limites da sociabilidade e que cometem infrações.

Leia: https://fcarvalhojr.jusbrasil.com.br/artigos/187974862/transtorno-da-personalidade-antissocial-e-suas-consequencias-para-a-capacidade-de-imputacao-de-seus-portadores

 

Crime ou Pecado?

Crime é desobediência às leis do mundo; pecado é desobediência às leis de Deus. Alguns atos considerados crime podem não ser necessariamente pecado e vice-versa.

 

A rebeldia e a blasfêmia, são listadas como sintomas de alguns transtornos, mas ao conferirmos a Bíblia, vemos que são pecados que podem levar o indivíduo à perdição eterna. Outro exemplo que posso citar é a homossexualidade: em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a homossexualidade como transtorno ou doença, e passou a chamar de opção sexual – seja qual for o nome dado pelos homens, continua sendo pecado diante do Criador (cf. Rm 1:18-27).

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gl 5:19-21)

 

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” (1Co 6:9-10)

 

 

Como reconhecer um transtornado mental?

As pessoas normais também podem manifestar certas reações citadas acima, porém, isto não quer dizer que elas sofrem de algum transtorno. Por exemplo, nosso Senhor e os seus discípulos e profetas algumas vezes se iraram – mas sempre com razão. O diagnóstico somente pode ser dado por um profissional competente após um cuidadoso exame em que sejam constatadas as características do transtorno específico.

 

Basicamente, podemos detectar alguma anormalidade dessa natureza quando o que a pessoa fala não combina com o que ela faz. Paulo alertou Tito dizendo:

“No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.” (Tt 1:16)

 

Transtorno de personalidade

Como você deve ter visto na postagem anterior coração, a personalidade ou caráter humano é o centro do ser humano. O Versículo “[…] Porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração.” (1Sm 16:7) mostra claramente que embora o homem não seja capaz de enxergar profundamente o seu próprio caráter, o SENHOR, nosso Deus é capaz de sondar até o íntimo da personalidade humana.

 

O problema surge quando a personalidade do homem que foi feito a semelhança divina fica doente (Jr 17:9) e começa a delirar.

 

 

A salvação para todos

O homem foi feito à semelhança divina, porém, com a introdução do pecado na humanidade, a criatura de Deus passou a ficar cada vez mais distante do SENHOR. O apóstolo Pedro, na sua epístola, fala da importância de um cristão alcançar o domínio próprio (2Pe 1:6) para que possa participar da natureza divina (2Pe 1:4), confirmando a vocação celestial. Aleluia!

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu zeloso de boas obras.” (Tt 2:11-12)

 

Ora, todos os homens depois de Adão estão transtornados – ou seja, não tem domínio próprio. Quem governa a mente do pecador é o próprio pecado em forma de transtornos, doenças psiquiátricas, filosofias mundanas e possessões demoníacas. Por isso, o Senhor disse: “Em verdade, em verdade, vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado.” (Jo 8:34). Mas para o alívio dos que creem, logo em seguida, o Senhor acrescentou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:36).

 

Os transtornados devem ser transformados

Agora, sinta a profundeza da mensagem bíblica:

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Rm 6:12-14)

 

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2 – NVI)

É, portanto, necessário ao homem: arrepender-se do seu pecado ao invés de arrumar desculpas, esvaziar o seu coração lançando fora o velho fermento para então viver cheio do Espírito Santo e obedecê-Lo para poder ser salvo.

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.” (Rm 8:12)

 

“E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” (2Co 3:18)