Todo ano quando entramos no horário de verão é a mesma coisa: nos primeiros dias, ouvimos as pessoas dizendo ter dormido mal porque teve uma hora a menos para descansar; que o dia anterior teve apenas 23 horas, etc.

Por que o dia normal tem 24 horas?

Bem, na verdade, é mais sensato perguntar por que o dia foi dividido em 24 horas. Os antigos egípcios dividiram o dia em períodos de 24 horas.
Aproveitando a grande revolução que varreu a França no final do Século XVIII (mais tarde denominada Revolução Francesa), Napoleão Bonaparte decidiu mudar a maneira de contar o tempo, por motivos meramente políticos. A proposta apresentada foi decimal:
  • Uma semana teria 10 dias, sendo o décimo dia, feriado semanal;
  • Um dia teria 10 horas;
  • Cada hora teria 100 minutos e cada minuto 100 segundos.
Este sistema inventado pelos franceses foi posto em prática em 1792, mas não se manteve por muito tempo, devido a impopularidade. Motivo: um feriado a cada nove dias, contra um a cada seis do sistema universal.

 

Cerca de três décadas antes, por volta de 1760, acontecia na Inglaterra a Revolução Industrial, ou seja, a mecanização do trabalho. O governo e os donos de novas indústrias que surgiam tinham necessidade de contratar operários e, obviamente assalariá-los. A população que, até então, levantava, comia e trabalhava, entre outras atividades, na hora em que bem entendia, já não podia mais agir assim, pois com a criação da classe operária, passou a ser necessário definir horários de trabalho, para que todos pudessem receber os seus salários de acordo com hora-serviço. Logo criou-se na Inglaterra o costume de cronometrar o tempo; assim, eles já estavam a alguns passos de criar o relógio de ponteiros.

 

O Calendário

Os primeiros calendários eram simples agendas com a função de marcar os dias mais apropriados para plantio e colheita, caça e pesca. Hoje, todos nós temos calendários na parede das nossas casas, no escritório, no celular, e onde mais for possível para conferir datas e compromissos que julgamos ser importantes.

 

A sua agenda ou calendário diz quem você é

Agenda cheia ou vazia pode mostrar a importância ou prioridade que você dá a certas coisas que você poderá, se quiser, chamar de compromisso: remédios, provas, encontros, festividades, pagamentos, férias, reuniões…

 

Somos um povo livre

Escravos ou condenados à prisão perpétua não necessitam de calendário porque eles não podem ter compromissos pessoais. Nós somos livres, por isso, podemos preencher a nossa agenda da maneira que nos convém. Somos nós quem marcamos ou cancelamos os compromissos. Mesmo já com um compromisso marcado, podemos cancelá-lo se julgarmos ter encontrado um outro mais importante; ou simplesmente, ignorarmos o segundo, por optarmos pelo que já estava marcado.

 

Compromisso com Deus

Há um compromisso muitíssimo importante que não podemos cancelar nunca! Aliás este compromisso não foi marcado recentemente, mas assim que o SENHOR concluiu a obra da Criação.
 
“E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gn 2:3)

 

e, mais tarde:
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.” (Êx 20:8)

 

Há quem diga: único dia que tenho para arrumar a casa é o sábado; ou argumentos parecidos com este. Lembremos que o Sábado do Senhor não deve ser encarado como um dia de sobra para os ociosos, pois Deus não se alegra com restos. O dia do Senhor é aliança entre Deus e nós.
“Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.” (Ez 20:12)

 

Por que não usamos o Calendário Maia?

Porque por não sermos maias, não temos compromisso maia. A mesma coisa podemos dizer a respeito do calendário católico – onde constam feriados e obrigações católicas. Nada temos com isto!