Síndrome de Jerusalém e fanatismo religioso

Imagine você e seus amigos finalmente, depois de muitos anos fazendo planos, pondo os pés na tão sonhada Jerusalém, a Cidade Sagrada. Via Dolorosa, Sepulcro do Senhor, Monte das Oliveiras, Túnel de Ezequias, Tanque de Betesda, o Calvário, Jardim de Getsêmani, Tumba do rei Davi, Muro das Lamentações e muito mais! Em meio a tantas atrações e rigorosas programações a cumprir, de repente, você dá conta de que um dos seus amigos sumiu sem deixar nenhuma pista.

 

Após algumas horas de desesperada busca, você finalmente o localiza. Ah! Que alívio! Porém há algo errado com o seu amigo: agora ele se diz ser cristo e carrega uma cruz (que sabe-se lá, onde a arrumou) pela Via Dolorosa, por onde provavelmente o nosso Senhor passou há cerca de dois mil anos. Enquanto você aborda o seu amigo com estranho comportamento, uma outra turista que se diz virgem Maria, grávida de messias se esbarra em você – que estranho: ela está vestindo uma túnica branca, como se fosse um traje da época, porém você logo percebe que é lençol do hotel em que ela, provavelmente, está hospedada.

 

Sem entender bem o que está acontecendo, você é quase atropelado por um batalhão uniformizado de representantes de alguma seita com velas nas mãos cantando hinos pelas ruas estreitas da cidade. No outro lado da antiga Jerusalém, um outro estrangeiro é detido pela polícia local porque estava tentando remover sozinho os enormes blocos de pedra das muralhas, pensando ser Sansão. Pior, um outro turista sendo capturado pelo exército Israelense na tentativa de incendiar uma mesquita muçulmana e ainda você ouve que, já fora dos limites da Cidade Santa, mais precisamente no rio Jordão, há um outro visitante estrangeiro, vestido de pele de camelo chamando as pessoas para por ele serem batizadas. Todos esses fatos descritos acima – acredite, realmente aconteceram!

 

dolorosaSegundo as estatísticas, anualmente 100 turistas são encaminhados a hospital psiquiátrico de Jerusalém, dos quais 60 conseguem voltar a si assim que se reencontra com pessoas da sua caravana ou da família. Os demais seguem internados por alguns dias. Esta síndrome tem nome: Síndrome de Jerusalém. Parece que a síndrome não atinge os moradores locais, mas somente alguns peregrinos cristãos, judeus e muçulmanos – em número de ocorrências, respectivamente.

 

As pessoas que desenvolvem a Síndrome de Jerusalém, embora sejam pessoas aparentemente normais, acima de qualquer suspeita, segundo os especialistas, 80% dessas pessoas já apresentavam alguma anormalidade nos seus países de origem, e as demais, são pessoas que entraram em delírio por causa de suas fortes emoções. São pessoas sem nenhuma intenção terrorista, mas que certamente dão bastante trabalho à polícia hierosolimitana.

 

Fanatismo religioso é transtorno mental

Diferente da Síndrome de Jerusalém, o fanatismo religioso pode estar presente em qualquer lugar, sendo causado por pessoas com algum transtorno mental, que contribuem para mau testemunho da congregação onde pertencem.

“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg 1:27)  

 

Veja: http://www.ultracurioso.com.br/10-pessoas-que-afirmaram-ser-a-reencarnacao-de-jesus-cristo/

 

Muitas pessoas dizem que ao frequentar uma igreja, poderá sofrer uma “lavagem cerebral”.  Na verdade, o que acontece é que algumas pessoas com tendência a distúrbios, encontram terreno fértil para, atrás da boa fachada da fé, fingindo serem bons cristãos, manifestarem o seu velho homem pecador. São estes os que não nasceram de novo, nem foram inteiramente transformados. Não achamos nas Escrituras, homem de Deus fanático. Os transtornados podem trazer grandes prejuízos à imagem da igreja e da fé que dizem professar. Se somos carta de Cristo, não podemos denegrir a doutrina do Senhor. A verdadeira igreja não produz fanáticos, e o evangelho do Senhor JESUS não causa prejuízo a ninguém. O SENHOR conhece os seus verdadeiros filhos:

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” ((2Tm 2:19)

 

Como identificar um fanático

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Católicos filipinos experimentam a crucificação temporária como expressão de fé

Fanatismo é estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado às motivações de natureza religiosa, política ou esportiva. É extremamente frequente em pacientes paranoides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode até fazer delirar.

 

O verdadeiro homem de Deus é fundamentado na Bíblia Sagrada, e é guiado pelo Espírito Santo, enquanto que um fanático, é fundamentado em sua própria visão distorcida e guiado pelo seu transtorno mental.

 

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Não vai se achando, porque até um jumento já foi usado para a obra do Senhor (Nm 22)

Um fanático é espiritualmente cego e não obedece às leis ou normas da sua própria fé e tem condutas agressivas, preconceituosas, irracionais, radicais, agressivas e de absoluta intolerância aos que não compartilham suas predileções, que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista. Ele acha tudo ultrapassado e quem tem “muita fé” como ele, sempre está sendo usado por Deus. Sente-se especial, mesmo infringindo qualquer norma interior ou exterior. Fala coisas que não condiz com a sua vida real e é impulsivo. Acusa os demais irmãos da própria fé de negligência e se esforça sobremaneira para a sua autopromoção. A sua conduta passa a ser antibíblica. Se o comportamento de um indivíduo que se diz religioso está mais prejudicado que abençoado, é sinal que algo está muito errado.

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12:1)

 

O verdadeiro homem de Deus é enraizado na fé cristã, muito diferente de um transtornado que anda a distorcer a verdadeira mensagem da cruz. O SENHOR conhece os seus verdadeiros filhos:

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” ((2Tm 2:19) 

Veja: O verdadeiro radicalismo

 

Já preveni nas postagens anteriores que um transtornado é mais suscetível à possessão demoníaca: Na Epístola aos Tessalonicenses está escrito que nos últimos tempos surgirão falsos cristos. Pode ser que seja referência aos transtornados usados pelos demônios delirando ser o salvador. O pior é que muitos outros transtornados o seguem. Neste caso, o transtornado deixa de ser apenas um paciente psiquiátrico, e passa a ser um instrumento do Mal.

 

É injusto taxar de fanático qualquer cristão sério que estuda as Escrituras e é fiel às Palavras de Deus. É verdade que muitas pessoas ou grupos que se denominam cristãos têm cometido até atrocidades, mas na verdade, é forma de cristianismo falso e corrompido. Quando os samaritanos recusaram receber o Senhor JESUS, os seus discípulos, desequilibrando-se disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?” (Lc 9:54). Porém, o Senhor os repreendeu e respondeu: “Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc 9:55-56).

 

O verdadeiro homem de Deus que permanece em Cristo é conhecedor das Palavras. O fanático sai disparado e sem rumo, ultrapassando os Ensinamentos e os vê, como quem vê algo pelo retrovisor.
“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus […]” (2Jo 9)

 

 “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15:6)