Presépio

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Toda idolatria induz a tremendos erros

Presépio significa curral, ou estrebaria; lugar onde se recolhem animais. Popularmente, também se refere ao cenário do nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo montado segundo a imaginação de cada um. Os presépios tem sido parte de decoração nas festas do final do ano, principalmente nos países latinos.

 

Origem

Por volta do Século XIII, um frade católico chamado Francisco de Assis, com intuito de cativar os leigos e os analfabetos, teve ideia de representar o nascimento do Senhor Jesus Cristo montando um cenário representativo da natividade do Senhor. Em poucos anos, tal costume se espalhou por toda a Europa, tornando-se folclore.

 

O que compõe um presépio?

Ora, todos já devem ter visto um e observado aquela cena que representa José, Maria e três reis magos contemplando o Menino recém nascido numa gruta, rodeado de vacas, bezerros, jumentos, e outros animais.

 

Toda idolatria induz a tremendos erros

O SENHOR avisou:

 

“Não farás para ti imagens de escultura […]” (Êx 20:4)

 

Fazer imagens é fazer representações através de esculturas ou figuras. Quando se esquece ou se desafia a Palavra divina, o homem oferece brechas ao maligno. Veja a seguir graves erros de interpretação das Escrituras encontrados nos presépios:

 

Três reis magos?

A tradição popular diz que dois deles eram brancos e um negro; e os seus nomes eram Gaspar, Belchior e Baltazar. Quem disse que eram três? Não há, absolutamente, nenhum relato bíblico dizendo ser três; nem a respeito da cor da pele, muito menos os seus nomes. De onde tiraram tudo isto?! O Evangelho Segundo Mateus apenas diz:

“[…] Eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.”  (Mt 2:1)

 

Reis magos?

Quem disse que eram reis? Também não há nenhuma referência bíblica, se eram reis ou não. A imaginação fértil de Francisco de Assis e seus seguidores criou toda esta fantasia e vem sendo anunciado até os dias de hoje de maneira deturpada.

 

Magos?

Estes homens chamados de Magos por Mateus, não devem ser confundidos com feiticeiros ou videntes. Observe o Livro de Daniel que diz:

“[…] Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu.” (Dn 2:10)

 

A palavra mago em Dn 2:10 significa sábio, assim como está em Dn 2:48; e jamais feiticeiro, pois feitiçaria ou astrologia são condenadas pelo SENHOR, e com certeza é impossível Daniel ter sido chefe supremo de feiticeiros da Babilônia.

 

Animais ao seu redor?

Ao lermos os relatos de Mateus, observamos que não é mencionada a presença de quaisquer animais, pelo menos, quando chegaram os magos do oriente, por uma simples razão: A família do Senhor, deixando a manjedoura, teria se mudado para uma casa:

“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2:11)   

 

Não devemos confundir magos com pastores

Mateus fala de magos, ao passo que Lucas fala de pastores. São relatos diferentes, cada evangelista falando de uma parte do acontecimento. Confira a tabela abaixo:

 

Mateus 2:1-12 Lucas 2:8-20
Quem? Magos Pastores
Quantos? Uns magos Apenas diz “pastores”
De onde vieram? Do oriente Da mesma região
Como souberam? Viram a estrela Um anjo desceu
Onde encontraram o Menino? Na casa Na manjedoura
A quem encontraram? O Menino com a sua mãe José, Maria e a Criança
O que fizeram? Prostrando-se adoraram a Jesus e entregaram suas ofertas Vendo-o, deram testemunhos a respeito do que lhes tinha sido dito
Havia animais? Não diz Não diz
Como foram embora? Por outro caminho Dando glórias e louvores a Deus

 

Fato que virou idolatria

Dizem que na catedral luterana de Colônia, na Alemanha (ex-templo católico), estão guardados os restos mortais dos três reis magos. Já vimos que não eram reis, nem em número de três. Agora, como os restos mortais daqueles homens do Oriente foram parar na Alemanha? É muito estranho! Se eram reis, os seus súditos não teriam reclamado os seus corpos nos seus respectivos países?

 

Recentemente, o Papa Bento XVI, no seu novo livro “A infância de Jesus”, declarou que “vacas e burros” não estavam no cenário do nascimento do Senhor; e que o ano do nascimento também não confere com o calendário gregoriano em uso. Esta declaração indignou muitos fiéis católicos e em todos os lugares ouvimos as pessoas dizerem que é difícil aceitar que o que elas aprenderam desde a infância através dos próprios pais, padres e freiras, não passava de uma grande mentira.

 

Cuidado com:

  • os chamados “filmes ou desenhos bíblicos” – Leia primeiramente a própria Bíblia. Para produzir três minutos de ação, o cineasta tem de criar falas, movimentos, gestos, e cenários que muitas vezes não estão registrados na Bíblia Sagrada. Por isso, você não pode assistir filmes e pensar que conhece a Bíblia.
  • as chamadas “bíblias infantis” – Escrevo com “b” minúsculo pois não as considero Bíblia. Elas não servem nem para dar uma noção bíblica para as crianças, por mesmos motivos do presépio.

“Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade.” (1Tm 4:7)

 

Com a saída de vacas e burros que deturpavam a verdade cativando leigos e analfabetos, espero que o mundo veja com mais clareza a mensagem bíblica. E que os papais noeis, árvores de natal, santos de barro, coelhinhos e seus ovinhos de chocolate, também os sigam!