Percepção e discernimento na fé

火の馬

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“[…] Que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Fp 1:9)

 

Percepção é capacidade de interpretar corretamente as informações obtidas pelos sentidos e organizá-las de maneira adequada, segundo o bom senso. Não devemos confundi-la com o ato esotérico de ler o pensamento alheio, tampouco com o dom de profecia.

“Bem aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.” (Mt 13:16)

 

A capacidade de perceber as coisas espirituais está diretamente ligada à fé. Por exemplo, analisemos os registros de Nm 13, quando o SENHOR enviou os doze príncipes de Israel para espiar a terra de Canaã  para a avaliarem: “Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se poucos ou muitos. E qual é a terra em que habita, se boa ou má; e que tais são as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas. Também qual é a terra, se fértil ou estéril, se nela há matas ou não. […]” (Vers 18-20)É claro que o SENHOR, sendo Deus onisciente, não precisava dessas informações, pois bem sabia como era a terra que estava dando ao seu povo; mas na verdade, o SENHOR queria saber o comportamento dos homens diante dos fatos.

Todos os doze viram exatamente as mesmas coisas, porém somente dois dentre eles – Josué e Calebe perceberam os desígnios de Deus em dar-lhes vitória sobre os cananeus para cumprir a Sua promessa.

 

Já no Novo Testamento, dentre muitos, temos o bom exemplo de Priscila e Áquila (Rm 16:3-5), um casal bastante perceptivo que auxiliou com muito amor os enviados de Deus e a igreja nas suas necessidades. Veja 2Co  9:11-15

 

Como diz um certo ditado: “Para um bom entendedor, meia palavra basta”, sejamos todos rápidos em captar a mensagem do Senhor, prestativos e ágeis. Na igreja, não espere alguém te pedir ajuda; seja o primeiro a perceber a necessidade do seu irmão, do pastor, ou da própria igreja (cf. Mt 25:31-46 – O grande julgamento) e tome providências necessárias.

 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Ap 2:29; 3:6; 13 e 22)

 

Visão, olfato, tato, audição, fala ou paladar, espírito; tal como está em Sl 115:

“Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.” (Sl 115:5-8)

 

Quando o homem se torna tardio em ouvir (Hb 5:11) a sua percepção vai se embotando, e a sua capacidade de discernimento (Hb 5:14) fica bastante prejudicada, tornando-se, por fim, um estúpido (Mt 25:1-13 – A parábola das dez virgens), preguiçoso e egoísta.

“Mas os sentidos deles se embotaram. […]” (2Co 3:14)

 

Os filhos do mundo são mais hábeis nas coisas do mundo do que os filhos da luz (Lc 16:8 – A parábola do administrador infiel). Não deveriam ser os cristãos hábeis na carne e no espírito? Ora, para sermos hábeis, devemos ter prática, que por sua vez, depende do conhecimento e amor pelo que faz. Em suma, é necessário ENVOLVIMENTO e COMPROMISSO com Cristo. Por isso, a Palavra diz:

“[…] Que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Fp 1:9)