Outro Jesus

Você já passou por alguma situação constrangedora em que no meio de uma conversa, percebeu que estava falando de alguém ou de algo diferente, porém com o mesmo nome? E se o assunto é JESUS CRISTO? Você já notou que algumas pessoas com quem você conversava estava falando de um Jesus diferente?

Paulo, na carta aos coríntios, ensina-nos sobre o receio que todo pregador sério deve ter, assim como ele tinha:

“Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado […]” (2Co 11:4)

 

Há quem diga: Não importa a igreja que você frequenta, importa é que cremos em Jesus. Ora, pode parecer rude, mas antes de continuarmos o assunto, é necessário perguntarmos de qual Jesus a pessoa está falando para não corrermos o risco de nos envergonharmos no Dia do Senhor.

 

Outros “jesuses”

 

Islamismo

Quando estive na Jordânia, vi o meu parceiro de viagem e irmão na fé sendo abordado por um homem de barba longa que o seguia pelo hall do hotel parecendo insistir em alguma coisa. Eles falavam em inglês e de longe percebi que o irmão estava constrangido com aquela situação. Mais tarde, já no apartamento do hotel, perguntei quem era e o que o homem queria e ele me disse que o muçulmano estava querendo convencê-lo a seguir o islamismo, sob pretexto de que eles também amam Jesus. É verdade. Na religião muçulmana, Jesus conhecido como ISA (questão de pronúncia) é bastante respeitado. Porém, uma investigação mais atenta revela que JESUS CRISTO que nós cremos é diferente de Jesus a quem referem os muçulmanos. Eles creem que Jesus nasceu de Marianão é Deus, mas apenas um profeta digno de aceitação; e que ELE não morreu na cruz. Segundo o islamismo, quem morreu na cruz foi Judas Iscariotes. Ora, o Jesus do islamismo não é o mesmo que o Nosso. Lembremos o que diz a Bíblia em 1Co 15:14:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.”

 

E, logo em seguida, no Versículo 20:

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”

 

Espiritismo

Esta religião que se originou na França na segunda metade do Século XIX nega a divindade de JESUS, mas crê e divulga que Jesus é encarnação do espírito mais evoluído que já veio à Terra. Mais uma vez, a Bíblia nos orienta:

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído mundo fora.” (1Jo 4:1)

 

Budismo

Na visão budista, Jesus foi um homem exemplar digno de muito respeito, e só. Os budistas não perdem a oportunidade de afirmarem que Buda (Séc. VI a.C.) veio antes de JESUS CRISTO, mostrando total desconhecimento a respeito do Verbo que se fez carne e habitou entre nós (cf. Jo 1:1 e 10).

 

O Nosso Senhor JESUS disse aos judeus: “Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8:58). Com isso, ELE afirmou ser o mesmo EU SOU da época de Abraão (Séc. XXII a.C) e de Moisés (Séc. XV a.C.):

“Disse Moisés a Deus: […] Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.” (Êx 3:13-14)

 

Buda é o Siddhartha Gautama, um príncipe secular que buscou o caminho da iluminação.

O Senhor JESUS que cremos, não é apenas aquele que mostrou o caminho da verdade, mas ELE próprio é o Caminho e a LUZ. Enquanto o budismo continua buscando o caminho e a luz através da meditação e esvaziamento, nós seguimos o Caminho, a Verdade, e a Vida (Jo 14:6); e Luz (Jo 8:12) na sua plenitude (Jo 1:16).

 

Catolicismo

Talvez os católicos sejam um dos grupos que mais amam a Jesus, porém bem diferente ao mencionado nas Escrituras Sagradas. Num monastério da capital peruana, vi dentro de uma caixa de vidro, um menino Jesus rodeado de oferendas: carrinho de controle remoto, aviãozinho, trenzinho, cubo mágico, livro para colorir…  Já, no altar deste mesmo monastério, havia a imagem católica tradicional de Jesus permanentemente morto na cruz, todo ensanguentado, simbolizando o sacrifício perpétuo da missa católica e a obra de salvação incompleta.

 

O Nosso Senhor JESUS não habita em caixas de vidro ou em qualquer coisa feita por mãos humanas. Há cerca de 2000 anos, o verdadeiro JESUS pagou totalmente a dívida dos nossos pecados morrendo na cruz, e de lá foi tirado e sepultado no mesmo dia. Ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu e está vivo pelos séculos dos séculos. Ele não necessita dos sete sacramentos, da liturgia, do sacerdócio, do papado, da intercessão de Sua mãe, das indulgências, das orações pelos mortos, do purgatório, etc. para ajudar a salvar alguém. Assim, seguramente, o Jesus em que os católicos creem não é JESUS revelado na Bíblia. Ele é um outro Jesus.

veja: Evangélicos versus Católicos

 

Romanismo

Jesus do romanismo, ou dos romanos é Jesus “rebaixado de categoria” inventado no Concílio de Niceia. Deus foi dividido em três pessoas, e Jesus passou a ser não mais o primeiro, mas o segundo – mais especificamente, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

 

O verdadeiro JESUS é, como ELE mesmo declarou: “Eu sou o Alfa e Ômega” (Ap 22:13); “Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1:8); o mesmo que declarou: “Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44:6).

 

Testemunhas de Jeová

A religião dos Testemunhas de Jeová, também conhecida como Torre de Vigia, crê em Jesus, mas não como Deus, e sim como “um deus”. Ainda, segundo a interpretação dos Testemunhas de Jeová, Jesus e o Arcanjo Miguel são os mesmos. Mas como eles chegaram a essa absurda conclusão?

 

Os Testemunhas de Jeová explicam que Miguel é outro nome de Jesus. Miguel é mencionado em Dn 10:13; Jd 1:9; Ap 12:7; sempre lutando contra o Maligno, assim como Jesus. Miguel é o líder do exército de anjos em Ap 12:7, assim como Jesus em Mt 24:31. Para reforçar esta tese, citam 1Ts 4:16 confundindo a voz do arcanjo com a voz de Jesus. Assim, concluem que o nome Miguel que significa “Quem é como Deus” faz jus ao papel de Jesus; por isso, afirmam que Miguel é o próprio Jesus.

 

Teologia da Prosperidade

Os adeptos da teologia da prosperidade afirmam com os pés juntos e Bíblia na mão que a pobreza é fruto do pecado. Tão logo concluem que se Jesus não tinha pecado, então era riquíssimo, milionário e pop-star! Com argumentos distorcidos procuram justificar através dos evangelhos que Jesus vestia roupas finas, e de marca (capa púrpura digna de reis); tinha até um tesoureiro (Judas Iscariotes) para cuidar das suas finanças e, os seus seguidores, obrigatoriamente tem que atingir o mesmo nível de prosperidade material.

 

Conclusão

Está nítido que nem todos que dizem Senhor, Senhor poderão ser salvos (cf. Mt 7:21). E isto é muito sério.  A base do Cristianismo é o próprio Cristo JESUS. ELE é a pedra angular (cf. Mc 12:10; At 4:11; Ef 2:20), mas também pedra de tropeço (cf. Rm 9:33). “[…] Todo aquele que nele crer não será confundido” (Rm 10:11). Os outros não passam de invenções, ou senão, o próprio Anticristo. Cuidado! No grande dia que está por vir, o verdadeiro JESUS CRISTO, dirá aos seguidores de outros jesuses:

“[…] Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” (Mt 7:23)  

 Em Gl 1:7, diz:

“O qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.”

 

Marcha para Jesus

Não participamos das marchas para Jesus; preferimos nos reservar até sabermos com exatidão por qual Jesus a multidão está marchando.

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