“Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24:28)

É natural chorarmos a morte de alguém amado. JESUS chorou quando Lázaro morreu (cf. Jo 11:35); os egípcios choraram 70 dias quando Jacó morreu (Gn 50:3). Choremos com os que choram (cf. Rm 12:15), mas todo esse momento de luto que pode ser cercado com dores, angústias e saudades, deverá ser superado. O problema é quando esses sintomas naturais tendem a perdurar na vida dos enlutados. Segundo estudos feitos por psicólogos, muitas pessoas enlutadas passam por cinco etapas seguintes:

 

  • Negação – que faz parte dos mecanismos de defesa -que é tentativa de fugir da realidade, negando um fato;
  • Raiva – não tendo mais como negar a realidade, muitas pessoas começam a procurar um culpado pela morte do ente querido, alternando com momento de sentimento de culpa própria. Nessa fase, as pessoas procuram colocar a culpa no hospital, nos medicamentos, no cuidador etc, alternando com pensamentos como “se eu tivesse percebido mais cedo” ou “se eu tivesse por perto” etc;
  • Barganha – é a fase em que o enlutado se sente ainda no controle, embora não esteja mais, e começa a se sentir como o único infeliz do mundo barganhando todas as formas de se manter psicologicamente equilibrado. Quem atinge este nível diz algo como: “Se Deus der mais uma chance…”
  • Depressão – é a despersonificação do enlutado: o indivíduo sai do emprego, deixa os estudos, não atende telefonemas, chora, passa a frequentar o cemitério inúmeras vezes, alimenta-se mal etc, mudando parcialmente ou completamente a sua própria personalidade por causa da morte de alguém amado;
  •  Aceitação – não é dizer “nada posso fazer”, ou “melhor esquecer”. Aceitação é reorganizar os sentimentos e “colocá-los” no devido lugar do coração. É lembrar dos falecidos e dos bons momentos que compartilhamos com eles, sem passar dos limites.

 

É muito comum vermos pessoas que não tem o evangelho de JESUS enraizado no coração ficarem totalmente perdidas quando deparam com a morte de um ente próximo. Essa é uma fraqueza bem perceptível, e o diabo se empenha em explorá-la como pode.

 

 

Quando Moisés morreu, o SENHOR mesmo o sepultou cujo lugar exato não se deu a conhecer a nenhum homem (cf. Dt 34:6), porém, desde cedo, o diabo já estava pairando sobre o corpo deste grande profeta:

“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés […]” (Jd 9)

 

Por quê?

Repare que muitas das religiões idólatras se sustentam sobre cadáveres e restos mortais de seus fundadores ou adeptos. Repare que o budismo, hinduísmo, espiritismo, catolicismo, religiões afros, indígenas e muitas outras exploram assuntos ligados ao luto dando origem à idolatria. Se o corpo de Moisés, o grande profeta de todos os tempos caísse nas mãos do diabo, certamente tornaria uma relíquia para ser adorado em algum local do mundo.

 

Em alguns templo da Europa e da América Latina, existem cadáveres humanos em exposição considerados santos, e parecem estar em perfeito estado de conservação, mesmo se tratando de pessoas que morreram há séculos.

 

Veja: Lista de alguns corpos supostamente incorruptos declarados santos

 

A princípio, muitos imaginaram ser uma ideia piedosa, e nada errada em velar ou sepultar um cristão na própria igreja onde congregava, ou nas suas dependências; afinal a ideia era de que sepultando na igreja, onde o cristão sempre esteve e se dedicou, estaria mais perto do céu, incontaminado do mundo, e o seu corpo estaria protegido pela igreja, e sempre presente na comunidade cristã. Por que não?

 

Parece que os judeus dos tempos de Ezequias, já haviam pensado nisto, e assim procuravam homenagear os seus reis. Porém o SENHOR ordenou que lançassem fora os abomináveis cadáveres dos reis, ou de quem quer que seja, porque o SENHOR os considera abominação:

 

E levantou-me o Espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu a casa. E ouvi alguém que falava comigo de dentro da casa, e um homem se pôs em pé junto de mim. E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos, pondo o seu limiar ao pé do meu limiar, e o seu umbral junto ao meu umbral, e havendo uma parede entre mim e eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que cometiam; por isso eu os consumi na minha ira. Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição, e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.” (Ez 43:5-9)

 

Os versículos acima falam da glória do SENHOR enchendo o templo em Jerusalém. Ao voltarmos para o capítulo 8, temos uma descrição detalhada das grandes abominações que Israel cometia na própria Casa do SENHOR: idolatria, idolatria e mais idolatria!

 

 

O corpo incorruptível

“Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Sl 16:9-10)

 

Os versos acima é uma profecia à respeito de nenhum outro, senão, o Senhor JESUS. Ao ressuscitar e aparecer aos discípulos, o Senhor disse: “[…] São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” (Lc 24:44). Estas palavras estão em total harmonia com o testemunho  de Paulo a respeito de JESUS:

“Não permitirás que o teu Santo sofra decomposição”.  (KJV Atos 13:35)

 

Não existe nenhuma referência bíblica a respeito de cadáveres humanos que não se decompõem, muito menos que estes podem ser considerados corpos santos ou dos santos. No entanto, no decorrer dos séculos, inúmeros cadáveres supostamente incorruptos têm sido apresentados nos quatro cantos do mundo principalmente pela Igreja Católica e pelo Budismo. Na verdade, alguns desses cadáveres estão preservados acidentalmente; outros, naturalmente pela baixa temperatura, falta de oxigênio que inibe a proliferação de agentes decompositores; e outros ainda, artificialmente com o uso de substâncias e/ou técnicas. Alguns cadáveres parcialmente decompostos têm sido apresentado ao público com máscaras de cera ou de silicone, o que tem enganado e atraído multidões de peregrinos para adoração desses corpos.

 

Cenas fortes: Google images

Abutres são o diabo e os seus demônios

Certa vez o nosso Senhor JESUS disse:

“Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.” (Mt 24:28) 

 

Sabemos que na Bíblia há inúmera figuras de linguagem, e a própria Bíblia nos dá correta interpretação das mensagens nela contidas:

  • O cadáver, é corpo sem vida; figuradamente, é fé morta;
  • O abutre, embora seja criação do SENHOR, naturalmente é considerado uma ave abominável (Lv 11:18), junto com outros animais como serpentes, morcegos, rãs, escorpiões… ou seres mitológicos como dragões que na Bíblia, representam o mal. Não podemos maltratar esses, nem outros animais (Pv 12:10), pois são todos criaturas de Deus; mas o que devemos entender, é que nas Escrituras Sagradas, há inúmeras figuras de linguagens e parábolas, e devemos procurar entender as mensagens através das próprias Escrituras e do Espírito Santo. Então, no caso de Mt 24:28, abutres são o diabo e os seus demônios. Notemos que em algumas traduções dizem águias, ou ainda, falcões –  isto porque os antigos consideravam todos estes da mesma família de aves:

“Seus filhos chupam sangue; onde há mortos, ela aí está.” (Jó 39:30)

 

Embora, em algum aspecto possa parecer mais piedoso ou humano sepultar os corpos dos entes falecidos na própria igreja, há uma grande possibilidade de isso tudo terminar em idolatria, coisa essa, que o SENHOR abomina. Ao visitar antigos templos da Europa, ou mesmo das cidades históricas brasileiras, provavelmente depararemos com tumbas de religiosos ou famosos no seu interior, quando não, nas suas dependências, tornando-se um “prato cheio” para os abutres.