O verdadeiro radicalismo

Você é radical?

Na verdade, todos devemos ser radicais.

raízes

Você está enraizado na fé?

 

A radicalidade no Evangelho é uma virtude que deve ser cultivada, pois é bastante apreciada por Deus. Quem lê a Bíblia deve ter notado que todos os homens de Deus foram bastante sérios e apegados à santa doutrina.

 

O adjetivo radical vem da palavra raiz. Logo, ser radical é ser enraizado. Também pode significar intolerante ou inflexível. Estes últimos sentidos são hoje de uso mais amplo no linguajar cotidiano. Radical, intolerante ou que não é maleável. Nesta acepção, o termo é muitas vezes tomado de um sentido acentuadamente pejorativo ou depreciativo. Por isso, os acomodados e ignorantes que amam e acompanham a imoral e mundana moda secular, tacham as pessoas que levam a sério o Evangelho de radical.

 

Na Epístola aos Hebreus 12:4 nos é sugerido resistir até ao sangue na luta contra o pecado. A obra que o Senhor JESUS fez na cruz por nós, por si, já foi uma obra bastante radical. A própria Bíblia nos dá muitos exemplos de radicalismo como a oferta de Abraão, a obediência de Moisés, a bravura de Josué, a persistência de Jó, a fé de Daniel e seus amigos, a fidelidade de Samuel, o amor de Davi a Deus, a pregação de Paulo… Todos eles foram radicalmente dedicados a Deus e totalmente inflexíveis ao pecado. Se admitirmos que todas as religiões são iguais, e que qualquer caminho nos leva a Deus (como procuram dizer os ecumênicos sob pretexto de politicamente correto), estaremos invalidando a Promessa, dizendo que os homens que deram as suas vidas defendendo o Evangelho morreram em vão (Veja Hb 11). Mas não é assim que nos ensina a Palavra de Deus. O SENHOR abomina, detesta, não tolera o pecado.

“Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.” (Ap 21:27)

 

Confira também: Dt. 25:13-16;       Sl 5:5-6;       Pv 3:31-32;      Pv 11:20;     Pv 15:26

 

“Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.” (Hb 6:11-12)

 

Alguns dicionários definem o termo radical como: Que ou quem se encontra distante do que é considerado normal ou tradicional.
 
O que é normal ou tradicional neste mundo?  Bailes de carnaval? Crianças fantasiadas de demônios comemorando Halloween, a festa das bruxas? Crimes? Idolatria? Adultério? Vícios? Blasfêmias? Ora, tudo o que Deus tem proibido e/ou abominado, os homens deste século tem amado e com incessantes propagandas, lançadas em meios de comunicação, procuram fazer tais obras demoníacas parecerem coisas mais normais da vida, tendo como recompensa, prazeres carnais e como finalidade culto aos demônios. O mundo está de cabeça para baixo e muitos andam cambaleando. O reino do anticristo exige tolerância – uma mistura entre o bem e o mal – em outras palavras, união entre o divino e o maligno. Isso não existe; não aceitem tal desvio de doutrina que é suborno do Mal!
“Também suborno não aceitarás, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos.” (Êx 23:8)

 

É necessário que os homens de Deus estejam enraizados na doutrina divina; aperfeiçoados, firmados, fortificados e fundamentados  para não serem levados por qualquer vento de doutrina.
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei.” (2Co 6:14, 15 e 17)

 

Tolerância:
O Senhor JESUS Cristo e os seus discípulos nos ensinaram a tolerar. (Cf. Rm 15). Saber perdoar setenta vezes sete (cf. Mt 18:22), é um grande exemplo disso, mas não confundamos a mensagem do Senhor: Devemos ser enraizados na verdade sendo fiéis praticantes do Evangelho e não aceitando distorções, meia verdade, ou inverdade quanto à Sua verdade; e totalmente intolerantes e inflexíveis em relação ao mal e aos erros que o Maligno traz com sua astúcia e malícia. (Cf. 2 Co 11:3); por outro lado, devemos ser tolerantes aos irmãos fracos e imaturos que ainda desconhecem o amor e a salvação do Senhor JESUS, perdoando, suportando, orando, ensinando e ajudando a se levantarem. Isto sim, é o autêntico cristianismo, verdadeiro radicalismo evangélico. Quando isto é esquecido, geram absurdos como intolerantes atentados terroristas em nome da fé. Inaceitável!
“Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação.” (Rm 15:2)

 

O Apóstolo Paulo, com discernimento, arriscou a sua vida pelos que amavam a JESUS, mas lutou radicalmente contra os homens enviados pelo Mal, como no caso de Elimas, o mágico, que veio se opor à Palavra. Sem piedade, o Apóstolo o amaldiçoou e o homem ficou cego. (cf. At 13:8-11)

 

Em suma, devemos ser tolerantes em tudo que Deus tolera, no entanto não podemos ser tolerantes naquilo que Deus não tolera.

“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros;  pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Rm 13:8)