O uso abençoado da linguagem

“O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios. Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.” (Pv 16:23-24)

 

Frases feitas como: “desculpe-me a minha sinceridade, mas falo na cara mesmo!” ou “quem sou eu para falar assim, mas…” são alguns artifícios de pessoas mal educadas (e muito!), que não passam de grosserias travestidas de sinceridade, cujo objetivo nada mais é do que magoar e ofender o locutário, menosprezando-o desnecessariamente. Isto é pecado!

“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã.” (Tg 1:26)

 

A sinceridade é uma virtude. Uma informação sincera é sempre passada adiante visando a edificação (cf. Pv 15:23). Para que a sinceridade se transforme em grosseria, há uma série de fatores: depende, muitas vezes, de como a informação é dada, e não do conteúdo dela em si. Podemos perceber pela expressão do outro como ele reage à sua forma de falar.

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Ef 4:29)

 

“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.” (Pv 25:11)

 

Eufemismo

Eufemismo é um recurso linguístico que consiste na substituição de uma expressão desagradável ou discriminatória por outra mais suave. Raiva, medo, vergonha, constrangimento – certamente, uma expressão grosseira poderá despertar diversas emoções a quem está recebendo a mensagem. Por isso, a Palavra nos adverte:

“Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina” (Pv 12:18)

 

Os populares falam principalmente da morte usando o recurso do eufemismo. Dizem: “ele passou para o outro lado”, “bateu as botas” ou “foi para uma melhor”; ou para quem tem mais imaginação: “foi vestir paletó de madeira”. A Bíblia fala da morte dos cristãos como um adormecimento (At. 7:60; 1Ts. 4:13-15).

 

Saber fazer o devido uso de eufemismo, demonstra uma pessoa polida, inteligente e elegante, ao contrário do que diz coisas inconvenientes de forma estúpida:

“A língua dos sábios adorna o conhecimento, mas a boca dos insensatos derrama a estultícia.” (Pv 15:2)

 

“A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Pv 18:21)

 

O povo de Deus nascido de novo deve se esvaziar. Não se deve conformar com o curso deste mundo pecaminoso de onde fomos resgatados. Os filhos de Deus devem ser respeitáveis e contar com a simpatia de todos:

“Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (At 2:47)