“Ouve, Israel, o SENHOR, teu Deus, é o único SENHOR.” (Dt 6:4)

Jesus não é Filho de Deus no sentido como concebemos um pai e um filho. Deus não se casou e teve um filho. Jesus é Filho de Deus no sentido que Ele é Deus manifestado em forma humana (João 1:1 e 14). Jesus é Filho de Deus porque Ele foi concebido pelo Espírito Santo. Em Lucas 1:35, está declarado:

“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.”

 

No tempo em que foi escrita a Bíblia, a expressão “filho do homem” era usada para descrever um ser humano. O filho do homem é um homem.

 

Durante o julgamento perante os líderes judeus, o Sumo Sacerdote ordenou a Jesus:

“Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.” (Mateus 26:63)

 

Jesus respondeu:

“Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.” (Mateus 26:64)

 

Os líderes judeus responderam acusando Jesus de blasfêmia (Mateus 26:65-66). Mais tarde, perante Pôncio Pilatos:

“Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.” (João 19:7).

 

Por que o fato de se afirmar como “Filho de Deus” seria considerado blasfêmia e digno de uma sentença de morte? Os líderes judeus entenderam exatamente o que Jesus quis dizer com a expressão “Filho de Deus”. Ser “Filho de Deus” é ser da mesma natureza de Deus. O “Filho de Deus” é “de Deus”. A afirmação em ser da mesma natureza de Deus, e de fato “ser Deus” era blasfêmia para os líderes judeus; então exigiram a morte de Jesus. Hebreus 1:3  expressa isto muito claramente:

“Ele (Jesus), que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser…”

 

Podemos encontrar um outro exemplo em João 17:12, onde Judas é descrito como o “filho da perdição”. João 6:71 nos diz que Judas era filho de Simão. O que João 17:12 quer dizer quando descreve Judas como o “filho da perdição”? A palavra “perdição” significa ruína, destruição, fraqueza. Judas não era literalmente filho da “ruína, destruição e fraqueza”, mas estas eram coisas que identificaram a vida de Judas. Judas era uma manifestação da perdição. Neste mesmo aspecto, Jesus é o Filho de Deus. O Filho de Deus é Deus. Jesus é Deus que se manifestou na carne (João 1:1 e 14).

1. A entrada triunfal de JESUS na cidade de Jerusalém (Mt 21:1~11; Mc 11:1~11; Lc 19:28~40; Jo 12:12~19)

“Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremos-nos nele. Oh! Salva-nos, SENHOR, nós te pedimos; oh! SENHOR, concede-nos prosperidade!” (Sl 118:24~26)

 

“E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mt 21:9).

O que significa HOSANA?

“Ora, alguns dos fariseus lhe disseram em meio à multidão: Mestre, repreende os teus discípulos!”

 

“Mas, vendo os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que Jesus fazia e os meninos clamando: Hosana ao Filho de Davi! indignaram-se e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo?” (Mt 21:15)

 

– Porquê?
A palavra hebraica hôsha’ seguido de significa SALVA-NOS, TE ROGAMOS.

Os fariseus e os escribas eram religiosos ortodoxos da época que se dedicavam à leitura e à interpretação das Escrituras. Eles sabiam muito bem que Deus é único (Dt 6:4; Os 13:4) e que não há outro salvador além dele(Is 43:11; 45:21); por isso, não admitiam que a multidão dissesse assim a respeito de Jesus.

 

Em seguida diz o Evangelho que Jesus repreendeu os seus discípulos? Não, pelo contrário, Jesus, que também sabia o significado da palavra HOSANA, disse:

“Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.” (Lc 19:40); – afirmando que ele é o Salvador, o Deus Único, exatamente, aquele profetizado no Antigo Testamento.

 

“Portanto, grandíssimo és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido.” (II Sm 7:22).

 

“Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador…” (Is 43:3).

 

“Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador.” (Is 43:10~11).

 

“Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor; o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus.” (Is 44:6).

 

“…Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.” (Is 44:8);

 

“Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces. Para que se saiba, até ao nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro, eu sou o SENHOR, e não há outro.” (Is 45:5~6).

 

“…Eu sou o SENHOR, e não há outro.” (Is 45:18).

 

“…Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim.” (Is 45:21).

2. Então significa que nasceu um outro Deus em Mt 1:18?

Não. Ao lermos cuidadosamente o Evangelho Segundo Lucas, no Capítulo 1 notamos que João Batista nasceu poucos meses antes de Jesus. Porém, ao abrirmos Jo 1:15, João Batista testemunha dizendo:

“Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim.”

 

Como diz o Mistério da Piedade (I Tm 3:16), o Único Deus se manifestou como ser humano e veio ao mundo. Aleluia!

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. (Jo 1:14)

3. Mistério da Piedade

“Aquele que foi manifestado na carne…” (I Tm 3:16)

 

A Bíblia na versão Linguagem de Hoje nos traduz:

“Ele apareceu como ser humano…”

 

Qual a mensagem do texto acima? O texto nos diz que Ele já existia antes de nascer e, veio a este mundo numa forma diferente a sua original. Por isso, se nos perguntamos: – O que ele era antes de se manifestar na carne? – não há outra resposta, senão – Ele era Espírito. Por isso, Jesus Cristo é o Espírito Santo vestido de carne, e Este, foi chamado de “O Filho de Deus”.

“Ora, o Senhor é Espírito…” (II Co 3:17).

 

“Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Ap 1:8)

4. JESUS permitiu ser adorado

“Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.” (Lc 4:8).

 

A Bíblia é rigorosa quando se trata de adoração. Nenhum engano jamais foi ignorado. Quando o apóstolo de Jesus se prostrou diante de um anjo, foi repreendido severamente:

“Eu, João, sou quem ouviu e viu estas coisas. E, quando as ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrou essas coisas, para adorá-lo. Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.” (Ap 22:8).

 

“Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem! No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou.” (At 12:21~23).

5. O que significa adorar? 

ADORAR significa: Render culto a uma divindade; venerar; amar extremamente.

Jesus foi adorado várias vezes, porém ele nunca censurou nenhum dos seus adoradores:

“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” (Mt 2:11).

 

“E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!” (Mt 14:33).

 

“E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.” (Mt 28:9).

 

“Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes designara. E, quando o viram, o adoraram…” (Mt 28:16~17).

 

É ERRADO DIZER: PORQUE:
Jesus também é Deus Jesus não é um outro Deus. Ele é o mesmo do Antigo Testamento.
Deus-Filho Quando se diz Deus-Filho, significa que existem outros. Não aparece a expressão Deus-Filho na Bíblia.
Não importa a religião, pois, Deus é um só. A Palavra diz: “Outrora, porém não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não são” (Gl 4:8)
Trindade ou Santíssima Trindade Essas palavras não aparecem nem uma única vez na Bíblia.


6. Outro Consolador – João 14:16~31

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (Jo 14:16).

 

No Versículo 26, o Senhor identificou o Consolador como o Espírito Santo. Isso quer dizer que o Espírito Santo é outra pessoa na Divindade? – Não. Veja porquê:

O Espírito Santo é Jesus em uma outra forma de manifestação. Outro Consolador significa Jesus no Espírito, em oposição a Jesus na carne. NoVers. 17, Jesus lhes falou que já conheciam o Consolador porque ele habitava com eles e estaria nele. Quem vivia com os discípulos naqueles dias? Jesus, naturalmente.

 

O Espírito de Jesus habitava com os discípulos uma vez que o Espírito se vestia de carne, mas, logo, o Espírito estaria nos discípulos, pelo dom do Espírito Santo.

Jesus tornou isso claro, quando disse, no Vers. 18:

“Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.”

 

Ora, quem é chamado de órfão, senão aquele que não tem pai? Jesus é esse Pai e Espírito Santo. Ele prometeu que não nos deixaria sem pai, por isso logo voltaria em forma de Espírito.

 

Assim, em Efésios 3:16-17 está:

“Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito do homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor”.

No Vers. 17, está:

“…Vós o conheceis, porque ele habita convosco…”


Compare com Romanos 8:9-10:

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós…”

E ainda,

 

“Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam.” (I Pe 10~11).

 

O texto acima se refere aos profetas e às profecias do Antigo Testamento. O Apóstolo Pedro afirma que o Espírito Santo é Espírito de Cristo.

“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (II Co 3:17).

 

Em resumo, Jesus tinha convivido com os discípulos, fisicamente por, aproximadamente, três anos, mas tinha chegado a hora dele partir. Entretanto, ele prometeu que não os deixaria só, órfãos, sem consolo. Em vez disso, ele prometeu voltar de um modo novo. Ele não voltaria num corpo visível para habitar entre eles e ser limitado por aquele corpo, mas voltaria em Espírito para que pudesse habitar neles. Portanto, o Consolador, o Espírito Santo, é Espírito de Jesus. Ele é Jesus manifestado de uma outra forma: Jesus pode estar conosco e em nós. Ele pode estar em todos os discípulos, pelo mundo todo, ao mesmo tempo e ele pode cumprir sua promessa de estar conosco até o final dos tempos (Mt 28:20). 

7. “Santo, Santo, Santo… (Is 6:3; Ap 4:8)

Os defensores da doutrina da trindade têm sugerido que a expressão “Santo, santo, santo” se refere às três pessoas da trindade. Essa sugestão não merece crédito porque assim como ocorre em Jr 22:29 “Ó terra, terra, terra, ouve a palavra do SENHOR!, esse versículo, certamente, não indica três terras. A expressão “Santo, santo, santo” não implica na pluralidade de pessoas.

“…E o vosso espírito (1), alma (2) e corpo (3) sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Ts 5:23).

  • O homem é espírito + alma + corpo, assim como:
  • Espírito Santo + Pai + Filho = JESUS CRISTO.

 

8. O ensinamento trinitarista – (*fonte: A História do Catolicismo)

Cristo, de acordo com a doutrina trinitarista, é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, com o Pai sendo a primeira e o Espírito Santo a terceira. Cada uma dessas pessoas é Deus. Cristo é seu próprio pai e seu próprio filho. O Espírito Santo não é nem pai nem filho, mas ambos. O filho foi gerado pelo pai, mas já existia antes de ser gerado, exatamente o mesmo antes e depois. Cristo é tão velho quanto seu pai e o pai é tão jovem quanto seu filho.

O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, mas já era igual a eles antes de proceder, ou seja, antes de existir, mas mesmo assim ele tem a mesma idade que os outros dois. Deste modo, se afirma que o Pai é Deus, que o Filho é Deus e que o Espírito Santo é Deus e que esses três deuses fazem um só deus.

 

Os cristãos estão diante de um dilema. A Bíblia diz no Antigo Testamento:

“Eu, eu sou Javé, e fora de mim não há nenhum Salvador” (Isaías 43:11).

 

“A Salvação vem de Javé” (Salmos 3:9)

 

“Pois eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador” (Isaías 43:3)

 

De acordo com o Antigo Testamento, só Deus pode ser o Salvador. Para que Jesus Cristo possa ser o Salvador, ele também tem que ser Deus.

 

Os verdadeiros crentes sabem que, para Jesus ser o Salvador da humanidade, Ele tem que ser Deus.
É a Bíblia que diz. Se Ele não é Deus, então Ele não pode ser o Salvador. Sua morte não teria sentido. Portanto, inventaram a Santíssima Trindade para explicar a divindade de Cristo. Os que defendem a doutrina da trindade, apelam para as coisas mais estranhas para provar o dogma da Santíssima Trindade, inclusive declarar que ele é um “mistério” e que “nós somos muito limitados para entender”.

 

As origens da doutrina da Santíssima Trindade são chocantes. Como no caso da maioria das questões históricas relativas à cristandade, houve muita fraude e derramamento de sangue. Muitas vidas foram perdidas antes que o Trinitarianismo fosse enfim adotado. Como muitos cristãos sabem, a palavra “trindade” não aparece na Bíblia. E não aparece porque é uma doutrina que evoluiu aos poucos no início do cristianismo. Foi um processo manipulado, sangrento e mortal até que finalmente se tornou uma doutrina “aceita” pela Igreja Romana.

9. Constantino, o fundador do Catolicismo Romano – começa a criação da Trindade

“Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Dn 7:25).

 

Flavius Valerius Constantius ( 285-337 d.C.), Constantino o Grande, era filho do imperador Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306 d.C., Constantino tornou-se imperador da Bretanha, Gália (atual França) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o império romano. Divergências teológicas relativas a Jesus Cristo começaram a se manifestar no império de Constantino quando dois oponentes principais se destacaram dos outros e discutiram sobre se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus seu pai (doutrina de Atanásio). A guerra teológica entre os adeptos de Arius e Atanásio tornou-se acirrada. Constantino percebeu que seu império estava sendo ameaçado por esta divisão doutrinal. Constantino começou a pressionar a Igreja para que as partes chegassem a um acordo antes que a unidade de seu império ficasse ameaçada. Finalmente, o imperador convocou um concílio em Nicéia, em 325 d.C., para resolver a disputa.

Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do império. Dos 318, apenas uns 10% eram da parte ocidental do império de Constantino, tornando a votação tendenciosa, no mínimo. O imperador manipulou, pressionou e ameaçou o concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, não em algum consenso a que os bispos chegassem.
Os católicos dizem que Constantino foi o primeiro imperador cristão, mas seu “cristianismo” tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a doutrina cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas, mas manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida.

10. O Concílio de Nicéia

A maioria dos bispos, pressionada por Constantino, votou a favor da doutrina de Atanásio. Foi adotado um credo que favorecia a teologia de Atanásio. Arius foi condenado e exilado. Vários bispos foram embora antes da votação para evitar a controvérsia. Jesus Cristo foi aprovado como sendo “uma única substância” com Deus Pai. É significativo que até hoje as igrejas ortodoxas do leste e do oeste discordem entre si quanto a esta doutrina, ainda conseqüência de as igrejas do oeste não terem tido nenhuma influência na “votação”.

Dois dos bispos que votaram a favor de Arius também foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte.

O credo de Nicéia declara:

“Creio em Um só Deus, Pai Onipotente, Criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em Um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todas as coisas. Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai, por quem todas as coisas foram feitas … “

Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu (depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio.

 

Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político-religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C., o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas os bispos trinitaristas foram convidados a participar. 150 bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Os bispos dissidentes foram expulsos da Igreja e excomungados.

11. O Credo de Atanásio completa a divindade trina

O Credo (trinitário) de Atanásio foi finalmente estabelecido (provavelmente) no século V. Não foi escrito por Atanásio mas recebeu seu nome. Este é um trecho:

“Adoramos um só Deus em Trindade … O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; e contudo eles não são três deuses, mas um só Deus”

 

Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade fosse difundida. A política do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. A doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue.

 

Leia a Bíblia:

12. Atos dos Apóstolos:

“… A igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.” (20:28)

 

“Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atas deles. Portanto, vigiai…” (20:29~31).

13. Segunda Epístola aos Tessalonicenses:

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.” (2:9~10).

14. Epístola de Tiago:

“Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem.” (2:19).

15. Primeira Epístola de Tiago:

“Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.” (1:13).

 

“Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1:20).

16. Segunda Epístola de Pedro:

“Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (1:1).

17. Primeira Epístola de João:

*Filho de Deus – Ver a primeira página deste estudo.

“Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.” (1:18~20).



“Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque tendes vencido o Maligno. Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai. Pais, vos escrevi, porque conheceis aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (I Jo 2:12~14).

 

“Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade. Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho*. Todo aquele que nega o Filho*, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho* tem igualmente o Pai. Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho* e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. Isto que acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar.” (2:21~26).

 

“Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda.” (2:28).

 

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.” (3:1).

 

“Também sabemos que o Filho de Deus* é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho*, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (5:20~21).

18. Segunda Epístola de João:

“Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.” (Vers. 7~8).

 

“Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras.” (Vers. 10~11).

19. Terceira Epístola de João:

“Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.” (Vers. 3~4).