“Ó Pátria amada idolatrada, salve! salve!”???

Se você é brasileiro e leva a sério as palavras da Bíblia, já deve ter se incomodado com o uso de palavras como idolatria, adoração ou glória, entre outras, nos hinos cívicos brasileiros. Por exemplo, na IV Estrofe do Hino à Bandeira do Brasil diz:

“Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser!”

e no trecho do Hino da República:

“Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.”

 

E certamente você deve ter se lembrado das Palavras:

“Portanto, meus amados, fugi da idolatria.” (1Co 10:14) ou

 

“Sabei, pois, isto: nenhum […] idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” (Ef 5:5-6)

 

Citações semelhantes a do Hino Nacional Brasileiro que diz “Ó Pátria amada idolatrada, salve! salve!” são bastante comuns e aparecem nos hinos nacionais de vários países, bem como nos de clubes de futebol. Mas será que este assunto é realmente importante ou não passa de uma paranoia?

Segundo o dicionário, hino é: 1. cântico religioso; 2. Composição poética e musical em honra de uma nação, de um herói, de um partido, etc. – Ou seja, no segundo caso, é idolatria.

Todo estudante de ensino médio no Brasil sabe, ou pelo menos deveria saber que a história do Brasil sempre foi mal contada. Voltemos a examinar alguns acontecimentos da história do Brasil:

 

 

Descobrimento do Brasil

Em primeiro lugar, antes da chegada dos europeus, o Continente já era habitado. Portanto o termo “descobrimento” não é adequado.

Pedro Álvares Cabral não foi o primeiro português a chegar no Brasil como está nos livros didáticos; mas o navegador Duarte Pacheco Pereira, em 1498. Suas naus atingiram o litoral brasileiro e chegaram a explorá-lo, à altura do atual Estado do Maranhão e Pará (Ilha de Marajó e foz do Rio Amazonas). Como a parte das terras descobertas encontravam-se além dos limites do Tratado de Tordesilhas, a notícia foi mantida em segredo pelo governo português, devido à concorrência espanhola na conquista da América do Sul. Anos mais tarde, a Coroa portuguesa enviou o jovem navegador Pedro Álvares Cabral para “descobrir” o que já estava descoberto: foi quando a expedição de Cabral se aportou em Porto Seguro, em 22 de Abril de 1500, bem aquém da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. A “descoberta” não foi nenhuma surpresa, tanto que, depois, a esquadra de Cabral prosseguiu a viagem à Índia.

 

Da proclamação da independência à República (1822-1889)

ossos humanos

Monastério católico de San Francisco – Lima, Peru

Com a independência conquistada do Império Português em 1822, o país passou por um período de monarquia denominado Império do Brasil, Brasil Império, Brasil Imperial, ou Brasil Monárquico. Foi o período em que se estabeleceu a monarquia constitucionalista. Embora ainda então, a igreja católica gozasse de uma posição privilegiada no Império, a Constituição de 1824 garantiu a liberdade religiosa à população brasileira.

É interessante observar que até este período, não havia cemitérios públicos no Brasil. Os mortos eram sepultados nas dependências da igreja católica, onde obviamente, os não católicos eram excluídos desse serviço; assim, restava a opção de serem sepultados clandestinamente como indigentes, como já acontecia nos países vizinhos de colonização espanhola.

Com o fim do Império em 1889, deu-se lugar a um regime republicano e uma nova Constituição foi promulgada em 1891, na qual consta o rompimento dos laços entre a Igreja e o Estado. Os  idealistas republicanos Benjamin Constant (1833-1891) e Ruy Barbosa (1849-1923), ambos praticantes da maçonaria, foram fortemente influenciados pelos ideais republicanos norte americano e francês  e adotaram o modelo dos mesmos que asseguram a liberdade religiosa e a condição do Brasil como um país laico.

 

 

República (1889) e a nova religião chamada “patriotismo”

Lincoln

Memorial Lincoln – Washington D.C. “Neste templo, assim como no coração do povo para quem ele salvou a União, a memória de Abraham Lincoln está consagrada para sempre”. Assim está escrito em inglês acima da estátua. Literalmente este é um templo idólatra

A República no Brasil foi proclamada por Marechal Deodoro da Fonseca. Para disputar a atenção do povo brasileiro religioso, o Estado se utilizou de um artifício já usado pelos EUA e pela França, decretando liberdade de culto. Isto foi bom para religiões clandestinas da época, ruim para o catolicismo que perdia poderes políticos. Devemos entender que este foi um artifício usado para criar mais uma religião paralela, a que podemos chamar de “pratriotismo”. A tão venerada Maria dos católicos foi substituída pela “Mãe Pátria”; os ministros religiosos foram substituídos pelos ministros da república; os heróis da Bíblia, por heróis nacionais; e os hinos religiosos por hinos cívicos. A idolatria católica ganhou uma concorrente: a idolatria à pátria, aos seus símbolos e ideais.

“Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada Brasil!” (final das estrofes do Hino Nacional Brasileiro)

 Veja os artifícios usados pelo 16º presidente norte americano Abraham Lincoln (religião e crenças filosóficas)

 

A idolatria católica da época não é questão para se tratar aqui, mas sim, a recém nascida idolatria à pátria. A relação entre o Estado e a idolatria é mencionada várias vezes na Bíblia. Podemos citar, por exemplo, a passagem bíblica em que o patriotismo é comparado à idolatria:

 “Porém, esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele. Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti.” (1Sm 8:6-8)

 

Não foi por acaso que, mais tarde, Nabucodonosor erigiu um ídolo (Dn 2), Dario exigiu ser adorado (Dn 6) e o mesmo repetiu-se ao longo da história com muitos outros imperadores dos mais diversos reinos dos homens. A associação entre Estado e idolatria é o padrão.

 

 

O reino dos maçons, também conhecidos como Illuminatis

Não podemos ignorar que no final do Século XIX o movimento positivista fundado pelo maçom francês Augusto Comte estava no seu auge:

dollar

Nota de um dólar americano repleta de símbolos maçônicos

olhoDom Pedro I era maçom. Marechal Deodoro da Fonseca que proclamou a República idem. Os idealizadores da República Benjamim Constant e Rui Barbosa que também eram maçons inspiraram-se em George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, que era praticante da maçonaria. (A nota de 1 dólar homenageia George Washington e está repleta de símbolos da maçonaria).

A República precisava de uma nova bandeira: o maçom Raimundo Teixeira Mendes adaptou à bandeira já existente da era imperial, um globo com os dizeres: “Ordem e Progresso” que é a forma abreviada do lema do maçom Augusto Comte: “O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim” (L’amour pour principe et l’ordre pour base; le progrès pour but). Por isso, não é de estranhar que a bandeira brasileira é um símbolo maçom bastante conhecido: olho de Hórus, o mesmo que aparece no topo da pirâmide na nota de dólar. O triângulo da bandeira mineira também é uma referência à maçonaria.

 

O “augusto”  do Hino à Bandeira composto por Olavo Bilac (maçom) é uma homenagem ao Augusto Comte:

“Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz” (Hino à Bandeira)

 

 

A Bandeira Nacional

Toda criança brasileira,  nos primeiros anos de estudo, deve ter aprendido a representação das cores da bandeira brasileira da seguinte maneira:

Verde: as florestas brasileiras; Amarelo: ouro das minas brasileiras; Azul: o céu brasileiro; e a faixa Branca com os dizeres “Ordem e Progresso”: paz. Esta explicação foi uma manobra dos republicanos e do governo militar. No entanto, o real significado é bem mais complexo:

imperio

Bandeira do Império brasileiro

Como vimos acima, na época do império, o país já tinha bandeira parecida com a atual, o que indica que as cores e as formas foram reaproveitadas. O verde simboliza a Casa de Bragança, fundada em 1442 por D. Afonso I, da qual fazia parte D. Pedro I; o verde também é referência ao Brasão pessoal de Pedro II.

O amarelo não tinha nada com o ouro brasileiro, pois em 1889, a febre do ouro já tinha passado e as minas de ouro do país estavam em declínio. O losango amarelo faz referência à Casa de Habsburgo na Áustria, da qual fazia parte Dona Maria Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Dona Maria Leopoldina era filha de Francisco I da Áustria.

Em 1889, apenas o Brasão Imperial foi substituído pelo globo representando o céu do Rio de Janeiro com uma faixa branca como já foi explicado acima.

 

Procura-se um herói desesperadamente

cruz forca

Partes da suposta forca de Tiradentes expostas em forma de cruz no museu em Ouro Preto – porque em forma de cruz?

Durante quase cem anos após a sua execução por enforcamento, o pivô da inconfidência mineira, Tiradentes, havia sido esquecido pela população. Afinal quem iria querer lembrar de um infeliz traidor do Império Português? Um simples comentário a respeito de Tiradentes seria arriscar-se a um confinamento ou até à pena de morte. Afinal a execução pública de Tiradentes em 21 de abril de 1792, após uma fracassada conspiração contra a Coroa, foi cuidadosamente planejada para servir de exemplo para que ninguém mais ousasse a trair o Império Português. Assim falar de Tiradentes se tornara um tabu nas décadas seguintes.

 

tiradentes

Pintura de Pedro Américo (1893) – Invenção da figura de Tiradentes. O que faz um crucifixo ao lado da cabeça?

Após a independência do Brasil e com a impopularidade de D. Pedro II seguida de proclamação da República no Brasil, o novo governo brasileiro teve que esculpir um ídolo fictício como símbolo nacional. Assim, a população de maioria católica passaria a venerar tanto os ídolos católicos como os ídolos nacionais. Os primeiros retratos de Tiradentes foram  encomendados pelo governo ao artista Pedro Américo (o mesmo que pintou “Independência ou Morte” exposto hoje no Museu Paulista) quase cem anos após a morte do inconfidente. Isso significa que Pedro Américo (1843-1905) teve que imaginar o rosto do novo herói.

Os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto (1º Presidente e 1º Vice-Presidente do Brasil respectivamente) necessitavam criar um novo país, com novos valores, novas ideias e, especialmente, uma nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar e se submeter. A figura de Tiradentes com cabelo e barba longa se construiu, para se assemelhar  à de JESUS CRISTO, aumentando seu tom de mártir, vítima e herói bondoso para que as pessoas pensem: “da mesma forma que Cristo morreu pela humanidade, Tiradentes morreu para salvar o Brasil”. Muitos historiadores brasileiros concordam que os prisioneiros da época eram mantidos de cabelo, barba e pelos raspados a fim de evitar piolhos; e no momento da sua execução, Tiradentes tinha os seus cabelos e barbas bem raspados, conforme as normas vigentes na época para não interferir na corda que o enforcaria. Ainda mais, a sua ocupação como um militar não permitia que tivesse longo cabelo e barba. 

Todo brasileiro sabe que dia 21 de Abril é feriado. Feriado de quê? Não importa. O que importa hoje para muitos é o feriado. Até a data é suspeita por estar muito próximo ao feriado bíblico de Páscoa. Seria esta, apenas mais uma coincidência?

*As imagens de JESUS CRISTO de cabelo longo e barba também não passam de frutos de imaginações dos pintores renascentistas. Clique e veja: Jesus tinha cabelo comprido?

 

Tiradentes foi declarado “Patrono Cívico da Nação” somente em 1966, pelo então governo do presidente militar Castelo Branco (1964-1967) e promulgado pelo presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Algumas imagens não oficiais de Tiradentes, sem cabelo longo e barba, que circularam no território nacional nas décadas seguintes a independência acabaram proibidas pelo governo militar de Castelo Branco e a tradicional imagem de cabelos longos e barbas, como imaginadas por Pedro Américo, foi consagrada oficialmente.

Numa entrevista feita a 30 alunos brasileiros, 90% deles não souberam dizer de quem se tratava o retrato de Tiradentes. Alguns diziam ser JESUS CRISTO. Na verdade, esta era, e continua a ser a intenção do governo; afinal, alcançar o poder pegando carona com alguém já famoso e ser idolatrado é o objetivo de quase todos os governantes.

* Muito interessante – não deixe de ler: Morte de Tiradentes tem contestação

Contestação da contestação pela UFMG

 

“E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.” (Mt 24:4-5)

 

 “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3:15)

 

Daí se explicam os apelos cívicos nas letras do Hino Nacional, bem como as intenções de louvar e exaltar à própria coletividade e feitos:

kamikaze

Ataque kamikaze: II Guerra Mundial – jovens iludidos dando a vida pelos seus tiranos

  • “Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada”;
  • “Dos filhos deste solo és mãe gentil”
  • “Verás que um filho teu não foge à luta”
  •  “Paz no futuro e glória no passado”
  • “Conseguimos conquistar com braço forte”
  • “Desafia o nosso peito a própria morte”

e do Hino da Independência:

“Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”

 

Os hinos brasileiros não são os único idólatras. Eles apenas evidenciam a tendência ateísta que outros hinos estrangeiros procuram expressar mais discretamente. Assim é o reino dos homens, o mundo secular.

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1Jo 2:15-16) 

 

 “Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20 Almeida Revisada)

 

malv

Monumento aos caídos em Malvinas – Buenos Aires

Hoje, milhares de pessoas que deveriam estar nas igrejas adorando a Deus, estão nas ruas de caras pintadas, dando as próprias vidas para perpetuar os seus governantes no poder; e claro, sem dar conta disso. Quantas vidas foram desperdiçadas em nome das pátrias em todo o mundo? E o que está por trás de cada pátria senão homens gananciosos que manipulam o povo para o seu próprio interesse?

 “Feliz a nação, cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança.” (Sl 33:12)

 

i want you

Ícone da propaganda do exército americano “Tio Sam” convocando os jovens para lutar pela pátria “I want you” – Eu quero você

Na década de 1980, para desviar a atenção da grave crise econômica e política que assolava o país, o governo argentino ordenou a invasão das Ilhas Malvinas ou Falklands, o que ocasionou uma catastrófica guerra desigual, ceifando a vida de 649 jovens argentinos e 255 ingleses. Antes de começar a guerra, o então presidente argentino General Leopoldo Galtieri (1926-2003) e seus ministros já sabiam que não tinham chances contra o bem equipado exército britânico. Com intenção de salvar o seu governo, Galtieri desviou o foco da crise política-econômica procurando rapidamente um motivo que poderia ser maior para a nação Argentina: a questão das Ilhas Malvinas, mesmo às custas de muitas vidas humanas. Foi um verdadeiro assassinato decretado pelo governo argentino aos jovens da própria pátria.

“Coronados de gloria vivamos o juremos con gloria morir.”

[“Coroados de glória vivamos, ou juremos com glória morrer!” (Parte do coro do Hino Argentino – “A Marcha da Pátria”)]

 

 

Outros hinos

cambodja

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 Se você fosse um cristão cambojano cantaria o hino?:

“Os cantos elevam-se dos pagodes, para a glória da santa fé budista.

Somos fiéis às crenças de nossos pais” (Hino Cambojano – III Estrofe)

 

E, se fosse um cristão butanês?:

“O rei do dragão, precioso soberano, é eterno e próspero é seu reinado” (Trecho do hino de Butão)

 

Existem ainda, hinos nacionais que foram adaptados como hinos religiosos – é o caso dos hinos alemão e britânico, adaptados e cantados na Harpa Cristã, que está em uso em muitas denominações cristãs. O contrário ocorre com o hino de Fiji, que é adaptação de um hino cristão. No universo de adaptações há até as conhecidas músicas mundanas transformadas em hinos de louvor. Só resta saber quem está sendo louvado.

 

 

VERUM QUÆ SERA TAMEN – (Verdade ainda que tardia)

Se a frase acima não existe, acabei de criá-la parafraseando o lema da bandeira da Inconfidência Mineira: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEM (Liberdade ainda que tardia). De fato não existe liberdade sem a verdade; e a Verdade é JESUS (cf. Jo 14:6).

 

patriotismo

Patriotismo: uma nova religião pós-república

É lamentável vermos jovens que se enlouquecem pelos seus times de futebol e chegam a perder a vida em conflitos entre torcidas. Que diremos dos  ídolos de esportes ou da TV e seus fãs cegos que cantam hinos de louvores a homens e objetos, e não a Deus? Será isso apenas entretenimento ou uma religião chamada futebol, política ou TV? Você vai continuar fechando os olhos e simplesmente achar que tudo é meramente poético? Depois deste estudo, você continuará a negar que tem alguém querendo controlar a sua mente???

Esporte faz bem à saúde. Não proibimos o que a Bíblia não nos proíbe, porém, fazer do esporte uma religião com hinos e ídolos não é recomendável aos que almejam a Pátria que está nos céus. Analise melhor as letras dos hinos de clubes de futebol, bem como músicas que fazem sucesso nas rádios.

 

Os homens de Deus, quando foram obrigados por Nabucodonosor a se curvarem ao som dos seus hinos diante de símbolos babilônicos, foram firmes em dizer:

“[…] Fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.” (Dn 3:18) 

 

Quanto ao mais, sejamos bons cidadãos cumprindo com as obrigações sociais, dando aos Césares (Lc 20:25) e Augustos o que lhes pertencem, repeitando as autoridades (1Pe 2:11-17), porém sem abrir mão do nosso direito à liberdade de religião e de expressão; pois se não fosse assim, nós deveríamos sair do mundo (1Co 5:9-10). O objetivo deste estudo não é de se revoltar contra as obrigações civis, e sim de fazer conhecer as origens dos poderes seculares e seus objetivos.

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” (Jo 18:36)