O costume de comer bacalhau na Páscoa

Em meados do Século X, muitos povos já haviam aprendido com os vikings a arte de pescar bacalhau no Atlântico Norte, principalmente, os portugueses, que mais tarde, tornaram-se grandes exploradores de mares e descobridores de novas terras. Antigamente, devido a sua abundância, o bacalhau era um peixe barato e bastante popular.

 

Na ausência de bacalhau nas águas lusitanas, logo os portugueses passaram a se aventurar em mares longínquos,bacalhau 1 adquirindo assim, experiências que os preparariam para grandes navegações. Mesmo com a descoberta do Caminho para as Índias e do Novo Continente, as frotas portuguesas continuaram explorando a pesca de bacalhau que rendia grandes lucros que mais tarde seria superado pelo tráfico de escravos.

 

Na Idade Média, Portugal já havia se tornado o maior pescador de bacalhau, passando para trás a Noruega, Islândia e outros países que disputavam a pesca no Atlântico Norte.

 

O escoamento da pesca portuguesa

Não bastava aos portugueses serem apenas os líderes de pesca na Europa. Para ser um negócio altamente lucrativo, Portugal precisava de parceiros comerciais para escoar o seu abundante produto. Aí entrou o Vaticano. O impulso da Igreja Católica fez o comércio do bacalhau um forte e lucrativo negócio para os portugueses. O trato era simples: o Papa ajudava a vender o bacalhau português e a parte da renda iria para os cofres do Vaticano.

 

peixe

Grande procura por peixes em países católicos

Os papas católicos introduziram leis para que os seus fiéis se abstivessem de ingerir carnes “quentes”, induzindo-os a comerem peixes, (principalmente o bacalhau português) que eram considerados de carne *”fria”, em dias pré-estipulados no calendário católico. Além da quaresma e “sexta-feira santa”, comer peixe passou a ser costume também no Natal e todas as sextas-feiras do ano, alegando que Cristo havia sido crucificado numa sexta-feira.

*Carnes quentes ou frias, segundo a classificação católica

 

A Igreja Católica anexou o costume de comer peixe, principalmente na Páscoa como representação de ser cristão, porém, lembremos que o comer peixe não tem nenhuma relação com a Bíblia Sagrada, nem com a Páscoa verdadeira.

 

A vez dos argentinos

Ouve-se dizer que o Papa Francisco liberou o consumo de carne na “sexta-feira santa”, já que o preço do bacalhau está cada vez mais salgado. Para os católicos, não é mais pecado comer carne nesta data. Não qualquer carne, mas somente o legítimo “bife de chorizo argentino”, é claro!

No 18° Capítulo do Livro de Apocalipse, lemos as palavras que se referem à Babilônia (igreja mercenária) e o seu fim. Leia: Apocalipse 18

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