Não sejamos como os demais, sem esperança

Segundo as estatísticas, morrem em média 120 milhões de pessoas por ano no mundo. Parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e de escola, e ainda, uma multidão que jamais conhecemos já partiram deste mundo. Queira ou não, certamente, o homem morrerá; a não ser que, antes, venha o grande e glorioso Dia do Senhor (cf. 1Ts 4:17).

“[…] Porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gn 3:19)

 

Uns enterram seus mortos, outros embalsamam; há ainda aqueles que cremam. A maneira como as pessoas sepultam os seus mortos está diretamente relacionada com o que pensam a respeito da morte. Ao investigarmos as culturas e religiões ao redor do mundo, logo percebemos que cada povo faz o funeral segundo a sua crença. Constroem necrópoles e suas criptas majestosas ou humildes; bem zeladas ou abandonadas; e até deparamos algumas vezes com coisas inusitadas:

filipinasSagada, Filipinas – sepultamento aéreo
taj mahal
Taj-Mahal, Índia – só para dois
okinawan
Okinawa – como devolvendo ao ventre
ARLINGTON, VA - NOVEMBER 17: Members of the U.S. Army Old Guard walk away after a wreath-laying ceremony at President John F. Kennedy's gravesite at Arlington Cemetery, on November 17, 2011 in Arlington, Virginia. In 1961 President Kennedy authorized U.S. Army Special Forces to wear the Green Beret. Today's ceremony was held to honor Kennedy's vision to build a dedicated counterinsurgency force 50 years ago. (Photo by Mark Wilson/Getty Images)
Arlington, E.U.A. – honras militares



Em alguns cemitérios argentinos, os túmulos tem a parte frontal de vidro, de onde se vêem as urnas funerárias em meio a algumas lembranças – a aparência é como se estivessem dormindo. Os antigos túmulos de Okinawa, ao sul do Japão, foram feitos inspirados no ventre materno, dando a ideia de devolver a vida “à sua origem”. No interior das Filipinas há uma aldeia onde se pratica sepultamento aéreo, crendo que dessa maneira os mortos ficarão mais próximos do céu. No interior da Coreia, sepulta-se os entes queridos dentro da própria casa, sob a justificativa de que quem é de casa deve permanecer em casa, vivo ou morto. Muitos nobres antigos, como no Peru e no Egito, eram sepultados juntamente com os seus pertences e até com os seus escravos, para usufruírem deles na vida por vir. Em quase todo o mundo, os combatentes de guerra caídos durante a batalha são sepultados com honras militares, alguns como mártires. Há muitos cemitérios e túmulos abandonados por descaso dos responsáveis em zelar.

 

Muitas pessoas, na ignorância em que vivem, agem com superstição, jogando sal grosso para expulsar espíritos ou lavando os seus calçados após voltarem do cemitério. Se isso fosse levado a sério, ao meu ver, seria tremenda falta de respeito aos mortos.

 

Afinal, o que espera o homem após a sua morte? 
A resposta está na Bíblia. Veja:

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9:27)


“Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros.” (Ap 20:12)
 
“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hb 4:13) 
 
“E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” (Ap 20:15)



Agora, veja o que diz a Palavra de Deus a respeito dos que morreram em Cristo:

“Portanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”
(1Ts 4:16)


“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8:1)
 
Portanto, 
 
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não tem esperança.” (1Ts 4:13)



Alcançando a misericórdia divina, fomos feitos povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamarmos as virtudes de Cristo que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (cf.  1Pe 2:9). Assim, não podemos viver como “os demais que não tem esperança”.


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