“Não farás para ti imagem de escultura” (Êx 20:4)

O Segundo Mandamento é claro:

“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto […]” 
(Êx 20:4-5)

 

As Palavras de Êx 20:4-5 proíbem, de maneira explícita, tentativas de representar o Senhor Deus por meio de qualquer figura física visível, mostrando como a superstição humana passou a transformar a verdade de Deus em mentira (cf. Rm 1:22-25). Não importa o motivo, nem a intenção: quando o homem viola o segundo mandamento divino e atribui a Deus qualquer forma de representação, a Sua glória é corrompida por engano profano.

 

Há mais de 100 versículos bíblicos que condenam a idolatria. Creio que a maioria dos devotos que sustentam suas imagens, fazem com intenção de lembrar de seus deuses ou santos. À primeira vista, a idolatria pode parecer um ato de carinho e respeito, como foto de alguém muito amado – assim costumam explicar os devotos; no entanto, é uma afronta direta ao mandamento de Deus.

 

Representar a Deus por meio de figuras é pecado

Não insista! O SENHOR não quer que façamos representação DELE. Qualquer estátua que se erige ou imagem que se pinta para representar a Deus, simplesmente O ofende como também afronta à Sua majestade:

“Guardai, pois, cuidadosamente, a vossa alma, pois aparência nenhuma vistes no dia em que o SENHOR, vosso Deus, vos falou em Horebe, no meio do fogo; para que não vos corrompais e vos façais alguma imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum peixe que há nas águas debaixo da terra. Guarda-te não levantes os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, sejas seduzido a inclinar-te perante eles e dês culto àqueles, coisas que o SENHOR, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus.” (Dt 4:15-19)

 

Isaías é enfático ao demonstrar isto. Ele ensina que a majestade de Deus é manchada de vil e absurda invenção humana: quando o Glorioso é feito semelhante à matéria; quando o Invisível é representado de forma visível ou quando o Espírito é feito semelhante à coisa inanimada ou; ainda, quando o Imenso é reduzido a um pedaço de madeira, de gesso, de cerâmica ou de ouro (cf. Is 40:18; 41:7, 41:29).

“Nem levantarás imagem, a qual o Senhor teu Deus odeia.” (Dt 16:22 – ACR-Fiel)

 

Em Atenas, Paulo discursou: “Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.” (At 17:29).

As pessoas infiéis que não querem obedecer a Deus tem sempre desculpas para tudo na ponta da língua, fruto da rebeldia. Veja a seguir algumas desculpas mais comuns:

 

Desculpa I – “Imagens são livros para ensinar os analfabetos”

Não há exceções na Bíblia com relação à proibição da idolatria. Muitos mestres que deveriam ensinar a Palavra não ensinam, preferindo manipular as pessoas menos esclarecidas para o seu proveito material e também, ruína própria. Dizer que imagens são ferramentas para ensinar os analfabetos soa caridoso, no entanto, é uma manobra trapaceira, ou seja, um sofisma. O nosso Senhor JESUS disse:

“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” (Mc 7:8)

Leia:

“[…] Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.” (Lc 4:8)

 

A ideia de que as imagens são os livros dos analfabetos é abominável e corrompe os mandamentos divinos. Quem pode contrariar as ordens divinas e ousadamente incentivar e legitimar a veneração dos ícones? Será que asseguramos união com Cristo através de imagens de escultura, de pinturas, ou de amuletos? Não será somente por intermédio da Palavra? Assim como está escrito:

“[…] Por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um […]” (Jo 17:20-21)

 

Desculpa II – “É como ver uma foto e lembrar dos entes amados”

Esta é outra reposta que está na ponta da língua de quem pretende andar pelos seus próprios caminhos. Muitos dizem: “Você não carrega a foto do seu pai, sua mãe, esposa, ou filhos na sua carteira? Assim como você não adora a foto, mas sempre a leva consigo só para se lembrar dos entes queridos, nós fazemos o mesmo com as imagens: Não as adoramos; elas são apenas para lembrarmos”. No entanto, mais uma vez, as Palavras de Deus são claras:

Não importa a intenção, jamais devemos fabricar (Is 44:9-20), retratar (Jr 51:17), vender (At 19:23 ss), comprar (Is 46:6), manter (2Rs 17:12), venerar (Sl 106:36), ou consultar (Os 4:12) imagens.

 

Desculpa III – “Deus mesmo ordenou que fizessem imagens”

Há quem se justifica dizendo que na Bíblia está escrito que o próprio SENHOR ordenou que se fizessem imagens, e citam o caso dos querubins do tabernáculo ou a serpente de bronze que foi confeccionada por Moisés.

“Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente de bronze abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá.” (Nm 21:8) 

 

Quem cita esta passagem do livro de Números, esquece-se de que séculos mais tarde, esta mesma imagem foi destruída por Ezequias, o rei de Judá. O motivo? Porque o povo havia transformada a serpente em objeto de idolatria:

“Fez ele [Ezequias] o que era reto perante o SENHOR, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai. Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã.” (2Rs 18:4)

 

Observemos no contexto das mensagens que a serpente de bronze não foi feita com o propósito de adorar, e, devido à idolatria posterior, o rei Ezequias não hesitou em destruí-la, ação esta que o SENHOR aprovou. Semelhantemente, os querubins do tabernáculo (cf. Êx 25:18-20) também não foram feitos para adorar.

 

Desculpa IV – “Imagens de deuses pagão não podem, mas de Deus pode”

Não poucas pessoas insistem em dizer sem o mínimo do conhecimento bíblico que a proibição de fabricar imagens se referia apenas à imagens de deuses pagãos. Se a questão é essa, deveriam saber que há inúmeros deuses e semi-deuses pagãos embutidos no cristianismo idólatra chamado sincretismo religioso. Isto significa que aquele deus ou santo que o idólatra cultua, pode ter origem em crenças pagãs.

E, ainda mais, já vimos anteriormente em Deuteronômio 4:15-19 que o SENHOR não mostrou a Sua aparência nem a Moisés, para que ninguém, mais tarde, fizesse uma imagem para representá-Lo.

 

Assim sendo, entendemos que não devemos:

  • tratar como Deus o que não é Deus;
  • atribuir poder divino a qualquer criatura;
  • comparar Deus com qualquer de suas criaturas;
  • colocar nada entre nós e Deus;
  • diminuir Deus para compreendê-Lo;
  • adorar qualquer coisa que pretenda representar Deus.

 

Não só imagem de escultura, mas pinturas (Ez 8:9-12), fotografias (foto = luz; grafia = pintura), ou qualquer outra forma insinuante. Todos os que desafiam a autoridade divina e buscam representar o SENHOR Deus de alguma forma visível correm o risco de se tornarem ainda mais estúpidos e serem condenados para o castigo eterno:

“Como eles se tornam os que os fazem, e todos os que neles confiam” (Sl 135:18)

 

“Todo o homem se tornou estúpido e não tem saber; todo ourives é envergonhado pela imagem que ele mesmo esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego. Vaidade são, obra ridícula; no tempo do seu castigo, virão a perecer.” (Jr 10:14)