Púrpura: a cor dos reis

Na antiguidade, a cor púrpura era obtida através da secreção de alguns gêneros de moluscos do Mar Mediterrâneo denominados murex. Era extremamente dispendioso se obter uma pequeníssima porção desse pigmento, e isso tornava o processo bastante trabalhoso e caro, como você verá no vídeo mais adiante. A púrpura era uma cor de grande prestígio, e foi conhecida como “a cor do rei”.

Veja algumas citações de púrpura nas Escrituras Sagradas:

O véu do Tabernáculo, assim como o reposteiro deveriam conter a cor púrpura. Fico imaginando a beleza desses tecidos:

“À porta do átrio, haverá um reposteiro de vinte côvados, de estofo azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino retorcido, obra de bordador […]” (Êx 27:16)

 

O tabernáculo é alegoria de Cristo: A porta do átrio deveria ficar no lado oriental, isto é, no lado onde nasce o sol figurando o nosso Senhor (Ap 22:16); Jesus é a porta (Jo 10:7 e 9). O véu interior que separava o Lugar Santo do Santo dos Santos também tinha a cor púrpura na sua confecção:

“Assim, todos os homens hábeis, entre os que faziam a obra, fizeram o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido, estofo azul, púrpura e carmesim com querubins; de obra de artista as fizeram.” (Êx 36:8)

 

A púrpura era cor majestosa, digna dos reis. Os soldados romanos escarneciam do nosso Senhor vestindo-O de púrpura, e coroando-O com espinhos, sem ter a mínima ideia de que ELE era o Rei dos Reis, Senhor dos senhores (Ap 19:16).

 

Em Filipos, o Senhor abriu o coração de uma vendedora de púrpura chamada Lídia que depois de ser batizada juntamente com a sua família, veio a ser um vaso importante para a evangelização (cf. At 16:12-15; 40).