Mudaram a Bíblia

Ao chegar próximo à terra de Canaã, Moisés fez quatro longos discursos relembrando todas as leis do SENHOR, nosso Deus:

 

Discursos de Moisés:

Discurso Deuteronômio Capítulo:
4:1 – 4:43
4:44 – 26
27 e 28
29 – 30

 

O primeiro discurso começa com as seguintes palavras:

“Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes, para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR, Deus de vossos pais, vos dá.” (Dt 4:1)

 

“Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando.” (Dt 4:2)

 

Dando continuidade, logo mais, no segundo discurso, mais precisamente no Capítulo 5, Moisés fez o povo relembrar dos dez mandamentos, tal como o SENHOR havia pronunciado no monte Sinai (Cf. Êx 19 e 20), sem acrescentar, nem diminuir as Suas Palavras.

 

A igreja Romana, mais uma vez, no decorrer da sua história, não só acrescentou ou diminuiu, mas mudou a Bíblia a seu bel-prazer. Desde que muitas inovações anticristãs começaram a ser aceitas pela igreja Romana, esta começou a ter dificuldades em como justificá-las à luz das Escrituras Sagradas. Como não era possível, ao invés de deixar o paganismo e voltar-se para a Bíblia, o clero proibiu a leitura bíblica aos “leigos”, simplesmente para poder manipulá-los, sob o argumento de “está escrito”, o que, na verdade, não está.

 

Confira a diferença entre a Bíblia Sagrada e o ensinamento adulterado:

 

O que diz:
a Bíblia Sagrada (Êx 20:3-17)
o Catecismo Católico
I “Não terás outros deuses além diante de mim.” “Amar a Deus sobre todas as coisas.”
II “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra,

nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás,

nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus,

Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos

até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.”

“Não tomar Seu Santo Nome em vão.”
III “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus em vão,

porque o SENHOR não terá por inocente

o que tomar o seu nome em vão.”

“Guardar domingos e festas de guarda.”
IV “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus;

não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho,

nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva,

nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou;

por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado

e o santificou.”

“Honrar pai e mãe.”
V “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” “Não matar.”
VI “Não matarás.” “Não pecar contra a castidade.”
VII “Não adulterarás.” “Não roubar.”
VIII “Não furtarás.” “Não levantar falso testemunho.”
IX “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” “Não desejar a mulher do próximo.”
X “Não cobiçarás a casa do teu próximo.

Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo,

nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,

nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”

“Não cobiçar as coisas alheias.”

 

Se você observou bem as duas colunas, certamente percebeu que:

  1.  “Não farás para ti imagem […]” desapareceu;
  2. O dia de descanso foi mudado de sábado para domingo;
  3. E o último mandamento “Não cobiçarás […]” foi desmembrado para compensar a falta do Segundo Mandamento.

Os demais Mandamentos  foram tirados de ordem, com a intenção clara de confundir os incautos. Na verdade, tal atitude foi mais um cumprimento da profecia:

“Proferirá palavras contra Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei […]” (Dn 7:25)