Hatshepsut

Rainha egípcia da XVIII dinastia (1479-1458 a.C.), Hatshepsut foi, segundo os historiadores, a mais poderosa rainha do Egito – sim, mais do que  Cleópatra ou Nefertiti; foi a única que preferiu ser representada como um faraó homem. Na imagem ao lado, vemos a barba postiça da rainha representando o poder dos faraós.

Com a morte do seu esposo, o faraó Thutmosis II, que era seu meio-irmão (o casamento entre familares era comum entre membros da família real egípcia; ambos eram filhos do faraó Thutmosis I), Hatshepsut usurpou o trono do sucessor-sobrinho, que ainda era criança e governou o Egito durante mais de duas décadas, até subitamente desaparecer – talvez tenha sido assassinada. Durante o reinado de Hatshepsut várias estátuas e monumentos foram levantados em todo o Egito, porém, após a sua morte, como vingança, o seu sucessor-sobrinho, Tutmosis III, já adulto, fez campanha destrutiva contra qualquer inscrição ou monumento em homenagem à rainha. O obelisco de Hatshepsut foi totalmente revestido para apagar todos os vestígios dela, porém esse procedimento acabou causando efeito contrário preservando-o até chegar aos tempos modernos. Temendo por destruição da memória de Hatshepsut, os seus súditos esconderam a sua múmia, o que dificultou a sua identificação.

A múmia de Hatshepsut foi encontrada na sepultura KV-20, no Vale dos Reis há mais de um século, porém só em junho deste ano foi identificada como a filha do faraó que adotou Moisés. Os túmulos do Vale dos Reis são numerados em ordem cronológica de descobrimento, antecedidos pela sigla KV que significa King Valley, ou Vale dos Reis em português. 

 

O Vale dos Reis, principal necrópole do Egito antigo, localiza-se na margem ocidental do rio Nilo, em Thebas,  a cerca de 600km ao sul de Cairo. Possui quase 70 tumbas já descobertas, e ainda muitas outras poderão ser encontradas.

 

A tumba mais visitada é certamente a de número 62, do jovem faraó Tutankhamon de 3300 anos. Ainda hoje, os arqueólogos continuam a retirar jóias de outras tumbas do Vale dos Reis.

 

Uma pequena caixa de madeira guardada há muitos anos no terceiro andar do Museu de Cairo, com o nome de Hatshepsut entalhado, contendo um dente e vísceras foi a pista para identificar a sua múmia.

 

Veja: http://gloria-aleluia.blogspot.com.br/2011/10/que-deus-abencoe-os-nossos-rins.html

 

Com ajuda de especialistas e de modernos aparelhos médicos, o egiptólogo Zahi Hawass chegou a conclusão de que a múmia encontrada há mais de um século, até então desconhecida, tinha nome: Hatshepsut, a madrasta de Moisés. Esta é considerada a maior descoberta da egiptologia desde 1922, quando foi descoberta a tumba de Tutankhamon com todos os seus tesouros.

 

“Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou.” (Êx 2:5)

 

Você poderá fazer um tour virtual ou acompanhar o trabalho dos arqueólogos no Vale dos Reis; e ainda, obter muitas outras informações no site da Thebas Mapping Project (em inglês) que conta com cerca de 8 mil fotos: http://www.thebanmappingproject.com/

 

Hatshepsut não tinha filho varão, e isso explica porque ela acolheu um filho de hebreus que estava no cesto deixado por eles. Na verdade, ela estava desesperadamente a procura de um herdeiro que garantisse a sua hierarquia no poder egípcio, mesmo após a morte de seu pai Thutmosis I, e também de seu esposo e meio-irmão faraó Thutmosis II. Isso explica porque ela pagou para Joquebede cuidar de Moisés: Se Hatshepsut gostava mesmo de bebês, não o teria largado nem por um minuto; mas parece que ela tinha outros planos. 

“Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. […]” (Êx 2:10)

 

 Segundo os historiadores, Hatshepsut era uma mulher determinada e carismática, no entanto com temperamento forte que, mesmo contra a vontade do pai Thutmosis I, adotou um filho de escravos hebreus. É certo que Thutmosis I nunca aceitou tal fato, pois pelo menos no seu entender, o descendente da outra mulher, Thutmosis III, seria o primeiro herdeiro na linhagem real. Isto pode explicar a atitude de Moisés, quando ao matar um egípcio, fugiu para o deserto. Ora, para um príncipe egípcio daquela época, seria perfeitamente aceitável assassinar a quem quisesse, mas para o Faraó era uma grande oportunidade para eliminar Moisés da lista de candidatos ao trono.

 

“Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2:15)

 

Passados mais 40 anos, o SENHOR falou a Moisés, quando este se aproximou da sarça ardente: 

“[…] Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida.” (Êx 4:19)

 

E, assim, começou a grande missão designada por Deus a este profeta, homem de Deus, Moisés, a favor do povo escolhido. Grande é o SENHOR. As Escrituras não podem falhar! 

“Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.” (Êx 3:14)

 

Descobertas arqueológicas como esta, só reforçam o que já nos havia sido revelado mediante o Espírito Santo, pelos profetas e apóstolos. Eis o caminho da salvação que nos leva à vida eterna.