Hagia Sophia – Istambul

Istambul é a maior cidade da Turquia com uma população de cerca de 13.000.000 de habitantes. Estima-se que a região onde se localiza Istambul atualmente já era habitado há pelo menos 5000 anos. Os romanos conquistaram a cidade e reestruturaram nomeando-a Constantinopla, em homenagem ao imperador romano Constantino. Depois da queda do Império Romano no Século V, passou a ser a capital do Império Bizantino e o seu nome mudado para Bizâncio. Os bizantinos governaram a cidade até que caíram nas mãos dos poderosos otomanos, quando eles renomearam a cidade denominando-a “A cidade onde cresce o Islã”, ou seja, Istambul.

Veja: Coluna de Constantino

Veja: Profecia: China reativa a rota da seda

 

Embora seja uma grande cidade desde os tempos bíblicos, é interessante notar que não existe nenhuma menção a respeito desta cidade nas Escrituras Sagradas, mesmo na época das grandes viagens missionárias.

 

A grosso modo, podemos dividir a história de Istambul em período bizâncio, romano, bizantino e islâmico, mas aqui vamos falar sobre o período islâmico a atualidade:

 

Período islâmico a atualidade

Hagia Sophia: já foi uma igreja, mesquita, e atualmente museu.

Embora o Império Romano estivesse extinto há muitos séculos, o catolicismo romano havia sobrevivido. Com a ameaça constante da invasão turca, o clero da Igreja Católica Ortodoxa reuniu-se com a cúpula romana para reconciliação e ajuda ocidental para conter o avanço islâmico. Este encontro se denominou Concílio de Ferrara. A negociação faliu, porque muitos membros da igreja oriental negaram aceitar absurdas heresias que os católicos ocidentais praticavam, e vice-versa. Bizâncio foi invadido pelos turcos otomanos e a religião dos invasores se tornou predominante na península da Anatólia.

 

Veja: O que foi decidio nos 21 concílios ecumênicos da Igreja Católica?

 

Sob o domínio turco, algumas igrejas católicas bizantinas foram destruídas, dando lugar a mesquitas, outras como a Hagia Sophia ganharam torres, e significativas mudanças e foram transformadas em mesquitas.

 

Ertuğrul Memorial  – Wakayama, Japão

A história de Istambul e da Turquia tomou um novo rumo no final do Século XIX, com a chegada do japonês Torajirou Yamada. Naquela época, ambos os países buscavam a ocidentalização. A Turquia e o Japão estavam em situações econômicas e políticas semelhantes, com uma leve vantagem japonesa. O governo turco enviou uma comitiva ao Japão a bordo da sua fragata Ertuğrul para missões diplomáticas. Os turcos foram recebidos calorosamente pelo governo japonês, porém na viagem de volta à Turquia, Ertuğrul naufragou nas águas nipônicas devido ao mau tempo. Somente 69 dos 533 tripulantes se salvaram e foram levados para Istambul a bordo de um navio japonês. Yamada fora escolhido pelo governo japonês para acompanhar os sobreviventes até Istambul. Na Turquia, Yamada foi recebido com honras e convidado a participar de inúmeras cerimônias públicas. A sua viagem diplomática deu origem a longa amizade entre os dois países que permanece até hoje. Em poucos dias na Turquia, os planos de Yamada mudaram, e obtendo a autorização do governo de ambos países, Yamada fez da Turquia, o seu lar para as duas décadas seguintes. Durante a estada na Turquia, Yamada lecionou a língua e a cultura japonesa entre os turcos e até chegou a participar da política do país. Durante a reforma política turca, Yamada apresentou o projeto de desativar a mesquita de Hagia Sophia e transformá-la num museu. Esse prédio construído entre os anos 532 e 537 da nossa era que já foi igreja católica bizantina e mesquita islâmica, hoje está aberto ao público como atração principal de Istambul.

 

 

Hagia Sophia significa “Santa Sabedoria”. Sophia, ou Sofia não é nome de nenhuma santa católica. Sofia (Grego: Σοφία) significa sabedoria, daí a palavra Filosofia (Philia + Sophia), isto é: Amor Fraterno + Sabedoria.

 

Uma das imagens que estava debaixo do reboco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por dentro do museu, podemos observar o trabalho de restauradores. Assim que a mesquita se tornou museu, o reboco de algumas paredes foram cuidadosamente removidos e logo começaram a aparecer imagens bizantinas. Durante a era muçulmana, pensaram em demolir o edifício, mas como já citado acima, aproveitaram para transformá-la em mesquita escondendo as imagens atrás de reboco.

 

Certamente o seu subterrâneo também guarda muita história: a Cisterna da Basílica construída em 532, sob ordens de Justiniano, guardava cerca de 30 milhões de litros de água para abastecimento em seus 10.000m2  e 8 metros de pé direito. O seu teto é sustentado por 336 colunas romanas reaproveitadas vindas de regiões remotas do império, e o mais curioso: as bases de dois dos pilares foram feitas de cabeça de Medusa – uma deitada e outra de cabeça para baixo, talvez como um amuleto ou castigo aplicado à antiga figura demoníaca da mitologia.

 

Com 140m de comprimento e 70m de largura, o lugar impressiona, mas não está mais todo tomado pela água. Hoje existem passarelas que permitem que os visitantes caminhem entre as colunas de mármore que chegaram a abrigar milhões de litros de água transportados por 20Km de aquedutos de um reservatório próximo ao Mar Negro.