Feriado de Corpus Christi – heresia

“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus […]” (2Jo 9)

 

Nas missas, os sacerdotes católicos recitam frequentemente a palavra: “sacrifício da santa missa” afirmando categoricamente ser a eucaristia uma “renovação do sacrifício que o Senhor fez no Calvário”. Esta tese levou os católicos a cometer uma sucessão de terríveis heresias:

 

O catolicismo ensina que assim que o sacerdote pronuncia as palavras  “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, o pão e o vinho da eucaristia se transformam em carne e sangue de JESUS Cristo, respectivamente. Assim, afirma que o pão é literalmente carne de JESUS, e o vinho, literalmente, o Seu sangue. Ao crer e ensinar esta heresia, o passo seguinte dado pelo catolicismo foi de venerar a hóstia e o vinho.

 

Condenação de John Huss – 1415

Baseados nesta heresia, os sacerdotes católicos realizam a eucaristia todos domingos distribuindo hóstias aos seus fiéis enquanto que só o sacerdote bebe o vinho. Explicam eles que embora esteja ordenado explicitamente pelo Senhor para que todos comessem e bebessem, por receio de profanação e por causa de grande multidão, a distribuição do vinho torna-se dificultoso, podendo até derramar acidentalmente. Por estes motivos, convencionou-se beber do cálice, só o sacerdote. John Huss (1369-1415), se opôs a esse sistema, e isto custou a sua vida: foi condenado no Concílio de Konstanz e queimado vivo.

 

Uma lenda católica diz que enquanto um sacerdote realizava a missa, testemunhou a hóstia se transformar em carne humana, e o vinho, em sangue humano diante dos seus próprios olhos. Esta informação chegou ao então papa Urbano IV, e este chamou de “o dia de Corpus Christi”, decretou feriado, e publicou a bula Transiturus, em 8 de setembro de 1264. O documento regulamentava a celebração da festa de Corpus Christi na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.

 

Desde então, para alavancar esta tese antibíblica, fenômenos sobrenaturais têm sido registrados em várias partes do mundo. O mais recente, talvez seja o caso de uma mulher em Naju, Coréia do Sul, que tem a sua boca cheia de sangue quando recebe a hóstia.

 

Transubstanciação: uma heresia destruidora

Transubstanciação é uma doutrina da Igreja Católica Romana que crê na transformação literal do pão e do vinho em carne e sangue, durante a eucaristia, quando o sacerdote católico pronuncia a frase “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. Ao longo da história do Catolicismo Romano, têm acontecido outros fenômenos estranhos em seus rituais pelo mundo. Por exemplo, desde 1994, uma católica sul coreana tem chamado a atenção de autoridades católicas demonstrando o suposto “milagre” da transubstanciação: a sua boca se enche de sangue quando toma a hóstia.

 

O canibalismo é um absurdo, e a ingestão literal de sangue é proibida. A transubstanciação é uma doutrina anti-bíblica:

“Não comereis coisa alguma com o sangue […]” (Lv 19:26)

  

Veja o que diz a Bíblia a respeito de “milagres” não bíblicos:

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.” (2Ts 2:9-10)

  

O que ensina a Bíblia Sagrada?

A Bíblia Sagrada foi escrita em forma poética, e pode conter muitas figuras de linguagem; portanto, para a correta interpretação, é necessário entender o contexto da mensagem, e não apenas um versículo isolado. Por exemplo, quando o Senhor diz “Eu sou a porta” (Jo10:9), qualquer leitor entenderá que não se trata do sentido literal, com fechadura, maçanetas e dobradiças, mas entenderá que o Senhor nos ensina que Ele é o Salvador, como se confirma nos versículos posteriores. Veja outros exemplos que não devem ser interpretados literalmente:

  • “Eu sou a rosa de Sarom” (Ct 2:1);
  • “Eu sou a videira verdadeira” (Jo 15:1);
  • “Sou a luz do mundo” (Jo 9:5);
  • “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:48);

No caso deste último, podemos dizer que se a frase “isto é o meu corpo” implica a conversão literal do pão no corpo de Cristo, então a frase “Eu sou pão da vida” poderia estar ensinando o inverso; isto é, o Senhor se transformando em pão, o que é um grande absurdo, mas é isto o que a lógica da filosofia da transubstanciação nos leva a concluir.

 

“As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6:63) – naquele momento, o Senhor estava falando a repeito da vida eterna (cf. Jo 6:54), e não da vida física.

 

Outro exemplo: embora notemos em Jo 15:4 e 5 o uso do verbo “permanecer”, certamente ninguém interpretaria no sentido físico:
“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós […]” (Jo 15:4)