Fenícios na Bíblia

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Ruínas da antiga cidade de Tiro, Líbano

Certamente, a civilização fenícia foi notável dentre as da antiguidade. Embora ela tenha sido contemporânea dos judeus, os cristãos devem ter reparado que os fenícios não são largamente citados na Bíblia como os egípcios, caldeus, filisteus e outros, a não ser em algumas passagens isoladas do N.T., como o caso da mulher siro-fenícia (Mc 7:25-26) e na viagem missionária de Paulo (At 21:2).

 

Como poderiam as Escrituras ignorar um povo contemporâneo dos antigos judeus tão presente na história? Bem, na verdade, a Bíblia cita sim, inúmeras vezes este povo, porém com outro nome: Sidônios.

 

Fenícios = Sidônios

Os antigos fenícios se auto-denominavam sidônios ou cananeus – denominações bastante familiares para os leitores da Bíblia Sagrada. Os sidônios são juntamente com os heteus (hititas), descendentes de Canaã, filho de Cam, e neto de Noé (Gn 10:6-15). Só na época helenística passaram a ser chamados fenícios. Assim, explica-se a fluência do termo Fenícia no N.T. que foi todo escrito em grego.

 

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Suposto sarcófago de Alexandre, o Grande

Quase sempre apresentados nos livros de história como excelentes navegadores da antiguidade, os sidônios eram povos oriundos do norte de Israel. Os sidônios fundaram grandes cidades como Sidom, Tiro, Biblos e Beritos, que é a atual Beirute; todas localizadas hoje no território libanês. Sidom foi a primeira cidade dos sidônios e tornou-se a principal fortaleza dos cananeus (Gn 10:19, 1Cr 1:13).

 

Os sidônios tinham uma religião depravada: lascívias e orgias relacionadas com a deusa Astarote eram uma parte destacada da sua adoração. Os israelitas, por permitirem que os sidônios permanecessem no meio deles, foram por fim enlaçados pela adoração de deuses falsos (Jz 10:6-13).

 

O império fenício caiu sob domínio helenístico depois de ser conquistador por Alexandre, o Grande, por volta de 332 a.C.. Em 64 a.C. o nome Fenícia desapareceu completamente, tornando-se parte da província romana da Síria. Um sarcófago de mármore esculpido supostamente identificado como o do Alexandre, foi achado em Sidom, e hoje, encontra-se exposto no Museu Arqueológico de Istambul, na Turquia.

 

  • Sidom foi uma cidade fenícia na costa de Canaã que engrandeceu excessivamente através das suas extensas relações comerciais (Js 11:8; 19:28);
  • Sidom permaneceu dentro dos domínios da tribo de Aser, mas nunca foi subjugada (Jz 1:31);
  • Os sidônios oprimiram Israel (Jz 10:12);
  • Depois do tempo de Davi, a sua glória começou a desvanecer-se e Tiro, a sua “filha virgem” (Is 23:12), tomou o seu lugar de excelência no mundo antigo;
  • Desobedecendo a Palavra de Deus, Salomão manteve aliança matrimonial com várias mulheres sidônias, e como consequência, a terra de Israel foi inundada por cultos idólatras (IRs 11:1-33);
  • Os sidônios eram famosos pelas suas manufaturas e artes, bem como pelo seu comércio (1Rs 5:6; 1Cr 22:4; Ez 27:8);
  • Por causa da sua arrogância e orgulho, o rei de Tiro foi condenado pelo SENHOR e comparado ao Satanás (Ez 26-28);
  • Os sidônios são frequentemente referidos pelos profetas (Is 23:2-12; Jr 25:22; Jr 27:3; Jr 47:4; Ez 27:8; Ez 28:21-22; Ez 32:30; Jl 3:4);
  • O Senhor JESUS visitou as cidades de Tiro e Sidom (Mt 15:21; Mc 7:24; Lc 4:26) e destas regiões, muitos se aproximaram para ouvi-Lo pregar (Mc 3:8, Lc 6:17);
  • De Sidom, à qual o navio atracou depois de deixar Cesareia, Paulo navegou finalmente até Roma (At 27:3-4).

Veja: http://super.abril.com.br/historia/comercio-dos-fenicios/