Falta de discernimento espiritual

Ouve-se dizer que o Cristianismo, Judaísmo e o Islamismo são três maiores religiões monoteístas, isto é, que creem num único deus (sic), e a ele atribuem a onipotência, onipresença e onisciência. Isto leva muitos descrentes e alguns crentes inexperientes (Cf. Hb 5:13) na palavra de Deus à equivocada dedução de que independente de fé e religião que as pessoas professem, todas estas três adoram o mesmo deus, já que além de serem religiões abraâmicas, compartilham muitos personagens em comum, como Adão, Noé, Abraão e JESUS, além de possuírem muitas doutrinas semelhantes.

 

Na visão de um descrente, cristãos, judeus e muçulmanos são filhos de um mesmo pai, e irmãos que vivem em conflito entre si. Os descrentes procuram dar uma “lição de moral” dizendo que estas três religiões deveriam se unir a exemplo de muitas outras, pois o importante é que se pregue o amor, a fé, a esperança, e blá-blá-blá…, já que deus é um só.

 

O que querem dizer com “deus é um só”?

Quando os descrentes dizem que “deus é um só” não significa que eles afirmam a unicidade divina; pelo contrário, querem dizer que “é tudo mesma coisa”, com total falta de temor e distinção. O nosso Senhor e Deus apresentado na Bíblia Sagrada é o mesmo da Torá, porém, absolutamente, não é o mesmo do Alcorão, nem de qualquer outra religião ou seita. Não se pode achar que qualquer homem que clama ao Divino esteja falando com Deus, quer seja um muçulmano, um filósofo pagão buscando o deus da razão, ou um indígena clamando ao Grande Espírito. João adverte os crentes a saber discernir o verdadeiro Caminho, porque muitos falsos profetas tem se levantado anunciando falsos deuses, e não poucos homens os têm seguido ingenuamente (cf. Jo 4:1-6).

“Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Hb 5:14)

 

Declaração papal

Em nome da tolerância e do ecumenismo, o Papa age como um camaleão que muda de cor e confunde os seus fiéis lisonjeando o mundo. As declarações hipócritas e sem noção demonstram total falta de honestidade com Deus, consigo mesmo, com o próprio povo católico, e com outras religiões. O verdadeiro cristão deve ter discernimento espiritual e nunca se esquecer de que só JESUS é o caminho, e a verdade, e a vida. Se qualquer ensinamento e/ou caminho é verdadeiro, e se o inferno não é literal, como declarou o Papa, a obra redentora de JESUS na cruz teria sido em vão. Dizer que Deus está evoluindo e/ou que algumas palavras da Bíblia estão defasadas não condizem com a palavra de  Ml 3:6 – “Porque eu, o SENHOR, não mudo”. Enfim, não devemos acrescentar ou subtrair as palavras das Escrituras Sagradas (Ap 22:18-19).

 

Veja a seguir alguns discursos do Papa Francisco nos últimos meses: