Epicureus e estoicos

Ao lermos At 17:16-34 que fala de DEUS DESCONHECIDO dos gregos, deparamos com filósofos epicureus e estoicos que contendiam com o apóstolo Paulo.

 

Quem eram os epicureus e estoicos?

Epicureus eram seguidores de Epicuro, um filósofo grego, que foi mestre em Atenas desde o ano 307 a.C. Segundo o seu sistema, o grande fim da vida é uma vida de prazer. Admitia a existência de seres divinos, mas não acreditava que eles tivessem qualquer comunicação com os homens. Estes entes existiam num estado de perfeita pureza, tranquilidade e felicidade. Com respeito à vida  do homem, ensinava Epicuro que uma vida tranquila, livre de males e rica de prazeres, é o principal bem da vida humana. Sustentava os seus sectários que o mundo não tinha sido formado por Deus, nem com qualquer desígnio, mas por um concurso fortuito de átomos. Negavam imortalidade da alma. A felicidade que eles procuravam era a obtida pelo gozo da vida. Segundo Epicuro, a vida do homem constava de prazer e dor, portanto era um verdadeiro filósofo aquele que podia encontrar a alegria da vida e diminuir as situações contrárias.

Os estoicos formavam uma seita de filósofos gregos, discípulos de Zenon (229 a.C). As principais doutrinas dos estoicos eram: que Deus não procede de nenhuma causa; é incorruptível e eterno; é possuidor de infinita sabedoria e bondade; é causa e preservador de todas as coisas e qualidades; que a matéria nos seus primitivos elementos é, também, sem precedência e eterna. Acreditavam na existência da alma depois da morte, supunham que ela ia para as regiões celestes dos deuses, onde permaneceria até que todas as almas, tanto dos homens como as dos deuses, fossem absorvidas na divindade. Admitiam uma espécie de purgatório. Ensinavam que um homem sábio e virtuoso podia ser feliz no meio da tortura, e que todas as coisas externas eram para ele indiferentes. Se um homem estava satisfeito consigo mesmo, isso era suficiente.

Possivelmente, Paulo e outros apóstolos confrontaram com tais filósofos em muitas cidades por onde pregaram. Cuidado, irmãos, porque no mundo de hoje também, existem filosofias parecidíssimas com essas dos gregos. Portanto, a Bíblia diz:
 
“Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas […]” (Hb 13:9)
 
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2:8)
 
“Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não tem valor algum contra a sensualidade.” (Cl 2:23)
 
“[…] Filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” (Ef 2:2-3)
A seguir, alguns pensamentos incompatíveis com as Palavras de Deus que devem ser abandonados:
  1. Deus é amor, por isso não condena ninguém (cf. 2 Ts 1:8-9);
  2. Todos são bons (cf. Hb 11:6);
  3. Fui educado na religião (cf. Mt 3:7-9);
  4. Todos serão salvos (cf. Mc 16:16);
  5. Cada um se salvará segundo seu próprio caminho (cf. Is 55:7-8);
  6. Tenho coração bom (cf. Jr 17:9)