Empatia cristã

 

O que é empatia?

Autora: Akemi Zaha

De forma genérica, a empatia significa esvaziar-se de seu “eu” e colocar-se literalmente no lugar de outra pessoa, com os olhos daquela pessoa, para aquela devida situação, ou seja, é uma potente capacidade de ajuda ao próximo sem pré-eggsjulgamentos errôneos.

 

Como cristãos, nós temos conseguido estabelecer a empatia com os demais irmãos?

Observamos que, na igreja, nem todos são jovens e fortes, ou ainda, são hábeis e rápidos. Alguns irmãos têm dificuldades, por exemplo, para a leitura Bíblica e até mesmo para abrir certas passagens Bíblicas. E é neste exato momento, que a empatia entra em cena. Ao percebermos que uma outra pessoa é menos hábil que nós, devemos compreender a dificuldade e assim, estarmos aptos a ajudar.

 

Ao contrário da empatia, existe a apatia, ou seja, é quando a pessoa não se envolve afetivamente com os demais, não se preocupa, e há certo desleixo em relação aos outros. Porém este é um dos primeiros sintomas da depressão, por exemplo. Por isso, a empatia significa também saúde mental, se estamos aptos a observar as dificuldades do nosso próximo e ajudá-los, significa que, então, nossa saúde mental está “em dia”.

 

Sermos empáticos significa nos colocarmos no lugar do outro, sem nossos julgamentos pré-estabelecidos.

Quando, então, pastores pregam no púlpito, é o momento que cabe a nós ouvintes, prestarmos atenção, não somente como forma de respeito às palavras, mas para nossa atenção ter foco e não se desviar – caso tenhamos nossa atenção desviada, muitas vezes, a pregação perde sentido –, e então nos entregamos aos constantes devaneios.

 

Mas o que isso tem a ver com a empatia? Mais uma vez, se nos colocarmos no lugar de quem está pregando e se esforçando para isso, compreenderemos que há necessidade de ordem, respeito e atenção. Pois caso fosse o contrário, e nós que estivéssemos em cima de um púlpito pregando, seria fácil explicar com pessoas tendo devaneios e pensando na “morte da bezerra” o tempo todo? Ou então, colocando o assunto em dia no momento da pregação? Será que nós nos sentiríamos respeitados?

 

Geralmente, temos empatia quando passamos por uma situação similar, e muitos, por não terem que passar pela situação de explicar para um montante de pessoas, não imaginam quais dificuldades encontrariam.

 

Assim, na Casa de Deus que é igreja, preocupemo-nos em receber bem os nossos irmãos, ajudando a abrir a Bíblia aos que tem menos habilidade, orando, cooperando para o bem estar de todos e, principalmente para a glória de Deus.

 

Portanto, se formos empáticos com o nosso próximo, isso inclui todos os lugares, e principalmente na igreja, conseguiremos ser uma ferramenta útil a cada instante e bons cooperadores perante os outros e principalmente, perante Deus. 

 

Entendemos no texto acima que empatia é tendência para sentir o que o nosso próximo está sentindo. Assim, ser empático é superar a indiferença; é ser solidário e compartilhar os sentimentos. Mas cuidado: ser empático não significa aceitar ou compartilhar um procedimento negligente e pecaminoso alheio, nestes casos, devemos ser antipáticos – Quando as virgens néscias pediram às prudentes azeite (combustível) para as suas lâmpadas, a resposta foi clara:

“Não, para que não nos falte a nós e a vós outras. […]” (Mt 25:9) 

 

Então, desesperadas, as néscias foram comprar o combustível para as suas lâmpadas e, ao voltarem, a porta já estava fechada e elas deixadas para fora. Clamaram ao senhor, porém a resposta foi:

“[…] Em verdade vos digo que não vos conheço.” (Mt 25:12)

 

Dentre inúmeros conselhos ou exemplos de empatia na Bíblia Sagrada, podemos ainda citar o caso do Bom Samaritano (cf. Lc 10:25-37), ou:

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros” (Rm 12:15-16)

 

Na epístola de Tiago está escrito:

“Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.” (Tg 5:13-14)