Egito e Babilônia

Ao lermos a Bíblia, notamos que o povo de Israel teve dois grandes inimigos: Egito e Babilônia. Os demais inimigos como: Filístia, Assíria, Roma, dentre outros, enquadram-se no perfil de um ou de outro.

 

Observe que ambos inimigos desejavam destruir Israel, porém de forma diferente. É necessário que a igreja conheça as táticas do inimigo para combater um bom combate, a fim de não cair nas ciladas do diabo.

 

A seguir, façamos um contraste entre o Egito e a Babilônia. Na Bíblia, ambos representam o inimigo e o mundo por ele contaminado. Dessa forma, veremos como esses grandes inimigos agiram para destruir o povo de Deus:

 

Egito

O Egito é representado pelos faraós, e dentre eles, o mais perverso, foi o faraó da época de êxodo. Este faraó:

  • Astuto como a serpente (Gn 3:1 ; Êx 1:10), desprezou e afligiu o povo de Deus com tirania (Êx 1:11-14);
  • Ignorou completamente o SENHOR, Deus de Israel (Êx 5:2);
  • Convocou seus feiticeiros para desafiar Moisés e Arão que fizeram maravilhas em nome do SENHOR (Êx 7:22);
  • Mentiu diante dos enviados de Deus, sem nenhuma intenção de se arrepender (Êx 8:8);
  • Endureceu cada vez mais o seu coração diante da majestade do SENHOR (Êx 8:19);
  • Teve seu exército destruído quando perseguia os israelitas (Êx 14).

 

Babilônia

Para estudarmos o império da Babilônia, nada melhor do que observarmos o comportamento do seu principal rei citado nas Escrituras Sagradas: Nabucodonosor. Este:

  • Tratou bem os cativos de Israel (Dn 1:3-5);
  • Ouviu a palavra da verdade (Dn 1:27-28);
  • Recebeu a mensagem da palavra; ou pelo menos fingiu receber (Dn 2:46);
  • Fez uma imagem enorme e ordenou que todo o seu povo a venerasse (Dn 3);
  • Falava do SENHOR, Deus de Israel, mas não O temia (Dn 2:47);
  • Procurou se aproximar dos israelitas agradando-os, mas o seu real objetivo era a destruição do povo de Deus e a introdução da idolatria babilônica na vida dos israelitas (Dn 2:48-49);
  • Tornou a bendizer ao SENHOR, após ver as Suas maravilhas (Dn 3:28:30), mas a sua leviandade e o velho fermento fizeram o seu coração se elevar, desprezando a advertência divina (Dn 4).

 

Conclusão:

Notamos que o Egito procurou destruir fisicamente e diretamente o povo de Deus, ao passo que a Babilônia usou a tática de se infiltrar mansamente e destruir o núcleo da vida israelita, ou seja, os seus costumes e a sua religião. Assim também agiu o imperador Constantino e os que vieram depois dele, o que resultou em muitas igrejas corrompidas. Não é por acaso que, mesmo com a queda do Egito e da Babilônia, as Escrituras Sagradas continuam profetizando a sua destruição: trata-se, na verdade, de Satanás e o seu exército que serão vencidos e destruídos pelo nosso Rei, JESUS Cristo.

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” (Ef 6:14)

 

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6:18)