Dragão

No Livro de Jó está escrito:

“Cada um dos espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva. Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem. O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.” (Jó 41:18-21)

 

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Dragão europeu: corpo de dinossauro com asas de morcego

Embora os versículos acima pareçam estar falando de dragão, o bom senso nos diz categoricamente que dragões não existem. Qualquer pessoa com sanidade mental em condições apreciáveis dirá que dragão não passa de folclore.

 

Mas por que a Bíblia cita uma criatura fictícia?

Os livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos são chamados livros sapienciais e são apresentados em linguagem poética, com uso de metáforas. A Bíblia raramente traz linguagens técnica, científica ou erudita. Portanto, quem lê a Bíblia não pode esquecer que ela foi escrita numa linguagem simples da época, para pessoas comuns de todas as gerações.

 

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Dragão oriental: corpo de serpente. Raramente é representado com asas, a não ser em modernos animes

Quem nunca ouviu um meteorologista dizendo: amanhã o nascer do sol será às X horas? Veja que embora o sol não nasça nem morra todos os dias, estes profissionais usam tal termo sem nenhum problema e todos que os ouvem compreendem perfeitamente a mensagem.

 

O uso da figura mitológica de dragão no Livro de Jó, pode ser compreendido como a seguir:

Algumas pessoas dizem: JESUS Cristo é mais forte que o Super-Homem. Ora, o nosso Senhor é real, mas o Super-Homem é mito; não existe! Expressões como esta não significam que o autor admite a existência de tais criaturas mitológicas.

 

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Museu de Ciências, Chicago

O interessante é que eles podem aparecer na mitologia de vários países, como grandes devastadores, ou como criaturas que trazem boa sorte, embora sem nenhuma conexão entre si. O mito do dragão nasceu na mente de muitos povos: astecas, chineses, indianos, babilônicos, gregos, romanos, japoneses, coreanos, tibetanos, tailandeses, indonésios, nórdicos, ibéricos, francos, eslavos, católicos (da crença do S. Jorge e dragão) e até, claro, hebreus de quem estamos falando neste estudo. Os antropologistas dizem que provavelmente os povos antigos criaram o mito de dragões observando fósseis de animais pré-históricos. Hoje, modernos aparelhos podem recriar criaturas pré-históricas em telas de computadores através de pequenas amostras de fósseis, mas aos antigos, só lhes cabia imaginar o dono daquele imenso esqueleto em ação. Haja imaginação!

 

Antes de terminar este assunto, deixemos bem claro: DRAGÕES NÃO EXISTEM! Sejam eles bonzinhos ou malvados, é melhor manter distância deles – nada de tatuagens, pôsters, esculturas, adesivos, etc., pois a Bíblia não usa a sua figura no bom sentido. É só lembrar que no Livro de Apocalipse, o dragão é referência ao Satanás (cf. Ap 12)

 

Veja dragões na imaginação de vários povos:

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