Diferentes na carne e iguais em Espírito

“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.” (Fp 1:9-11)

 

O descuido da vida cristã acarreta sérios problemas. O cristão não pode tomar as coisas de qualquer maneira. O nosso cotidiano é sempre uma alternativa entre a vida e a morte. Odiferença tempo é curto e a vida terrena é uma preparação para a eternidade.  A nova vida em Cristo nos exige muitas virtudes, afinal, após sermos lavados e purificados no precioso sangue do Senhor JESUS e recebido o Espírito Santo, não faz sentido vivermos como antes segundo os costumes mundanos. Em Romanos 12 encontramos várias recomendações aos filhos de Deus. Vejamos algumas delas:

 

Detestai o mal (Vers 9) – Detestar o mal é o mesmo que odiá-lo. Paulo usa várias vezes a palavra “fugir” para significar a repulsa que o cristão deve ter das coisas que são más:

  • “Fugi da impureza” (1Co 6.18)
  • “Fugi da idolatria”(1Co 10.14)
  • “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas [ganância]“(1Tm 6.11)

 

Por outro lado, ainda no mesmo versículo diz para nos apegarmos ao bem. Isto significa que devemos buscar e nos apropriar de qualidades aprovadas por Deus:

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longani­midade” (Cl 3.12).

 

“Seja constante o amor fraternal. Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a sem o saber acolheram anjos.” (Hb 13:2)

 

Na igreja não somos estranhos; tampouco unidades isoladas. Somos irmãos, porque te­mos o mesmo Pai. A igreja não é um clube onde as pessoas se associam; nem simplesmente uma reunião de amigos. A igreja é a família de Deus. A reciprocidade no amor é a marca mais visível no Corpo de Cristo.

 

 

Diferentes na carne e iguais em Espírito

Autora: Akemi Zaha

Dentro da Igreja, há diversos tipos de personalidades, ou seja, existem pessoas mais extrovertidas, introvertidas, introspectivas, perfeccionistas, etc. Sendo assim, há notórias diferenças entre os irmãos, cada um com suas respectivas personalidades, culturas e gostos. Claro que, na carne, existirá diferenças – constantes. Contudo, espiritualmente, temos a mesma disposição mental, pensamos como Cristo, e através disso, nos tornamos um só.

 

Há certas divergências entre irmãos da igreja, sendo as mais variadas causas, podendo resultar ao afastamento e a certo constrangimento. Tais divergências podem acontecer por opiniões opostas, pré-julgamentos errôneos, e até por um irmão passar despercebido por outro, sem cumprimentar. Apesar de serem aspectos mínimos, alguns se prendem a isso, dando vazão a certas intrigas.

 

Assim também, pode ocorrer de, durante o culto, a pregação afetar diretamente a consciência de algum irmão, e este, por sua vez, sentir-se envergonhado, ofendido e constrangido. Contudo, todos esses aspectos, devem ser mínimos e combatidos, pois o que nos prende a Cristo são as Palavras, a fé, os ensinamentos, a comunhão com os irmãos, etc.

 

Para deixarmos de lado, tal lado carnal, é necessário compreendermos que as pregações não são ataques a condutas da vida dos irmãos, mas são ensinamentos do Espírito Santo para edificação e aprimoramento na fé. Assim como, é necessário compreender que, na carne, os irmãos têm suas próprias personalidades, alguns serão mais amistosos, de fácil abraços e sorrisos, enquanto outros serão de pouca conversa, dizendo apenas o necessário.

 

Quando compreendemos tais diferenças, deixamos de nos apegar a tais situações acusatórias, e aprenderemos a lidar diretamente com o oposto a nós.

 

A nossa real necessidade é Cristo, que possamos direcionar nosso olhar a Cristo, e que pequenas “desventuras” que ocorrer entre os irmãos, possa ser combatida com oração, discernimento, perdão e amor.

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