De onde vieram e para onde foram as águas do dilúvio?

“Prevaleceram as águas excessivamente sobre a terra e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu.” (Gn 7:19)

 

O livro de Gênesis ensina que as águas do dilúvio cobriram até os cumes das mais altas montanhas do planeta. Hoje sabemos que o derretimento de alguns milhões de toneladas de gelo polar elevaram em 10 a 20cm o nível dos oceanos no século passado. 10 a 20cm é um resultado é catastrófico (segundo IPEMA, o derretimento total de gelo polar aumentaria em 60 metros o nível do mar), mas está muito longe de cobrir os 8840m do monte Everest mais os quinze côvados descritos em Gn 7:20. Como poderia ter chovido tanto e de onde teria vindo todo este volume de água?

“Quinze côvados* acima deles prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.” 

 

Côvado = medida antiga equivalente a 45cm aproximadamente. 15 côvados = aproximadamente 6,75m.

 

O diamante de Mato Grosso

A resposta pode estar num pequeno diamante denominado JUc29 encontrado em Juína, no interior de Mato Grosso. Comercialmente, ele não tem nenhum valor por ser considerado cheio de impurezas, porém, para a geologia, este foi uma grande confirmação do que já se suspeitava: presença de uma grande quantidade de água subterrânea.

 

Não se trata de lençol freático ou águas de poços artesianos. A grande reserva de água a qual referem os geólogos estaria a cerca de 600 km abaixo da superfície do nosso planeta, de onde teria vindo uma parte do volume de água do dilúvio e para lá voltado segundo as palavras em Gênesis.

veja os detalhes em: Globo Ciência

 

No versículo abaixo, o termo “fontes do grande abismo” nos informa que as águas do dilúvio não foram apenas águas provenientes da chuva; elas vieram também das profundezas da terra. Observe:

“[…] Nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram” (Gn 7:11)

 

A natureza executa a palavra do SENHOR

Sem dúvida, a chuva teve um papel importante no dilúvio, mas houve muito mais do que chuva na catástrofe conhecida como o dilúvio. Naqueles tempos, a crosta terrestre deve ter passado por grandes transformações geológicas, afinal, as fortes correntezas de água que se formaram somados a quase um ano de inundação de tamanho volume de água certamente exerceu pressões nunca antes relatados.

 

Observe que Gn 7:11 diz que comportas do céu foram abertas. Isto pode sugerir que a possibilidade de que mais água tenha sido acrescentada durante o dilúvio pela colisão de um ou mais cometas, que podem ser compostos em grande parte de água. 

 

As montanhas estão crescendo porque são resultados de choque de placas tectônicas que estão em constante movimento. Quando uma placa tectônica colide com a outra, a tendência é mudar o relevo. Isto significa que a altitude das montanhas da época do dilúvio eram mais baixas comparadas as medições modernas, e que foi necessário menos volume de água para encobrir toda a Terra.

Mais detalhes, clique: Colegio Web  

 

“[…] Deus fez soprar um vento sobre a terra, e baixaram as águas” (Gn 8:1)

 

A modesta frase “Deus fez soprar um vento” pode estar falando de acontecimentos drásticos no clima e na geografia terrestre. Não foi o SENHOR quem soprou o vento, mas ELE fez soprar, ou seja, o vento pode ter sido resultado de um outro fenômeno da natureza, tais como terremotos (seria mais correto dizer maremotos, já que estava tudo submerso?) tsunamis e até surgimento ou crescimento de fendas no leito dos oceanos criando grandes reservatórios naturais para escoar as águas da superfície.

veja: Fossa das Marinanas

“Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos e abismos todos; fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; montes e todos os outeiros, […]” (Sl 148:7-9)

 

“Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas.” (Sl 107:25)

 

Contrariando as palavras de Deus, há quem diga que o dilúvio atingiu somente uma região do planeta. Existem versões que afirmam que as águas do Mediterrâneo invadiram a área onde atualmente é o Mar Negro quando houve rompimento do istmo do Bósforo, onde se localiza a moderna cidade de Istambul. Sim, isto pode ser verdade, pois as águas do Mar Negro são salgadas, porém consideremos que se o dilúvio descrito em Gênesis não fosse universal, não teria sentido o SENHOR ter mandado construir uma arca para salvar Noé, a sua família e os animais. Bastaria a todos eles terem migrado para lugares de maiores altitudes e mais longínquos.

 

Que a glória seja eternamente do Senhor, nosso Deus. Amém!