Corpus Christi – que feriado é este?

Corpus Christi – do latim Corpo de Cristo – é uma festa católica que lembra a Última Ceia. Embora, no Brasil, seja facultativo, Corpus Christi tem sido considerado feriado nacional.  Esta festa foi estabelecida pelo Papa Urbano IV, no Século XIII e, mais tarde, a Igreja Romana passou a dar destaque maior à transubstanciação – um estranho acontecimento registrado cinco séculos antes em Lanciano, na Itália.

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Transubstanciação: uma heresia destruidora

Transubstanciação é uma doutrina da Igreja Católica Romana que crê na transformação literal do pão e do vinho em carne e sangue, durante a eucaristia, quando o sacerdote católico pronuncia a frase “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. Ao longo da história do Catolicismo Romano, têm acontecido outros fenômenos estranhos em seus rituais pelo mundo. Por exemplo, desde 1994, uma católica sul coreana tem chamado a atenção de autoridades católicas demonstrando o suposto “milagre” da transubstanciação: a sua boca se enche de sangue quando toma a hóstia.

 

O canibalismo é um absurdo, e a ingestão literal de sangue é proibida. A transubstanciação é uma doutrina anti-bíblica:

“Não comereis coisa alguma com o sangue […]” (Lv 19:26)
 

Veja o que diz a Bíblia a respeito de “milagres” não bíblicos:

“Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.” (2Ts 2:9-10)
 
O que ensina a Bíblia Sagrada?
A Bíblia Sagrada foi escrita em forma poética, e pode conter muitas figuras de linguagem; portanto, para a correta interpretação, é necessário entender o contexto da mensagem, e não apenas um versículo isolado. Por exemplo, quando o Senhor diz “Eu sou a porta” (Jo10:9), qualquer leitor entenderá que não se trata do sentido literal, com fechadura, maçanetas e dobradiças, mas entenderá que o Senhor nos ensina que Ele é o Salvador, como se confirma nos versículos posteriores. Veja outros exemplos que não devem ser interpretados literalmente:

  • “Eu sou a rosa de Sarom” (Ct 2:1);
  • “Eu sou a videira verdadeira” (Jo 15:1);
  • “Sou a luz do mundo” (Jo 9:5);
  • “Eu sou o pão da vida” (Jo 6:48);

No caso deste último, podemos dizer que se a frase “isto é o meu corpo” implica a conversão literal do pão no corpo de Cristo, então a frase “Eu sou pão da vida” poderia estar ensinando o inverso; isto é, o Senhor se transformando em pão, o que é um grande absurdo, mas é isto o que a lógica da filosofia da transubstanciação nos leva a concluir.

 

Há muitas indicações em Jo 6 de que o Senhor desejava dizer que a ordem para comer a Sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada. Por exemplo, no Versículo 63, está: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6:63) – naquele momento, o Senhor estava falando a repeito da vida eterna (cf. Jo 6:54), e não da vida física.

 

Outro exemplo: embora notemos em Jo 15:4 e 5 o uso do verbo “permanecer”, certamente ninguém interpretaria no sentido físico:
“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós […]” (Jo 15:4)

 

 
“Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15-5)

 

Para saber o verdadeiro significado do pão e do cálice da Ceia do Senhor, leia mais em: A CEIA DO SENHOR