Coluna de Constantino

Na postagem anterior Herança idólatra em Éfeso, você viu como os antigos romanos tentaram manipular o cristianismo substituindo deuses pagãos por figuras de personagens bíblicos. Não importa quem está sendo representando, mas é terminantemente proibido fazer qualquer imagem de escultura para adorá-la:

“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto […]” (Êx 20:4-5)

 

Desde os primórdios da era cristã, a fé insana e ensinos de demônios têm se infiltrado na igreja. Veja mais uma das inúmeras manobras e argumentos dos romanos para contaminar o evangelho: a Coluna de Constantino, em Istambul, antiga Constantinopla.

 

 Coluna de Constantino

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Coluna de Constantino – Istambul

Caminhando a partir da Hagia Sofia, o mais conhecido cartão postal de Istambul, a cerca de 1 km pela Avenida Yeniçeriler, em direção ao Grand Bazaar, ao lado direito, junto ao ponto de bonde elétrico, há uma coluna solitária com aparência abandonada, cheia de pombos e seus vestígios. É a Coluna de Constantino, um monumento erguido sob ordens do imperador romano Constantino, o Grande, e dedicado em 11 de maio de 330 d.C. com uma mescla de cerimônias cristãs e pagãs, para comemorar a declaração de Bizâncio como a nova capital do Império Romano.

 

Originalmente, no topo desta coluna de 35 metros de altura havia uma estátua de Constantino na figura de Febo que, segundo a mitologia romana, era irmão gêmeo de Diana – a mesma dos efésios que você viu no estudo anterior. A estátua de Constantino carregava uma esfera onde se dizia conter um pedaço da cruz do Senhor. Já, na base da coluna, presumia-se conter fragmentos das cruzes dos dois ladrões que foram crucificados com o Senhor no Calvário, as cestas que foram usadas na multiplicação de pães e peixes, um frasco de alabastro a Maria Madalena usou para ungir os pés do Senhor, o machado com o qual Noé construiu a arca, bem como artefatos pagãos romanos.

 

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Coluna Serpentina

Rastreando as obras públicas feitas sob ordens de Constantino, podemos perceber as estreitas relações que este imperador que se dizia cristão mantinha com os deuses pagãos romanos. Assim como Diana que tinha a sua correspondente grega Ártemis, Febo também tinha o seu correspondente que era Apolo. Foi nesta mesma época que Constantino ordenou importar uma outra coluna para a nova capital: a Coluna Serpentina. Como sugere o nome, esta coluna representa três serpentes enroladas e foi trazida do templo de Apolo, em Delphos, Grécia como ornamento para o hipódromo da cidade. Hoje, duas cabeças podem ser vistas no Museu Arqueológico de Istambul e a outra no Museu Britânico, em Londres.

 

No Século XVI, o ex-monge católico Lutero denunciou as falsas relíquias espalhadas nas catedrais europeias. Lutero ridicularizou tais relíquias, seus guardiões religiosos e aqueles que criam nisso, dizendo que se todos os supostos fragmentos da cruz do Senhor guardados nas catedrais europeias fossem reunidos, teria material suficiente para montar uma caravela.

 

A Bíblia mostra o perigo de mantermos relíquias. Quero citar dois exemplos bíblicos em que, com o passar dos tempos, relíquias foram sendo transformadas em objetos de adoração:

  1. A serpente de bronze que foi confeccionada no deserto, que originalmente não era objeto para culto (cf. Nm 21:8-9). Séculos mais tarde, já na época dos reis de Israel e Judá, a serpente de bronze apareceu como objeto de idolatria, mas o rei Ezequias a despedaçou (cf. 2Rs 18:4);
  2. A estola sacerdotal de Gideão que acabou se tornando um tropeço para Israel que passou a ter como um objeto de idolatria (cf. Jz 8:27).

 

Relíquia é objeto de museu. O que passa disso, é idolatria!