Coisas do Oriente – 2

Veja antes: Coisas do Oriente – 1

Extremo Oriente:

IMG_1508O banner ao lado é muito comum nos lares dos nipônicos de todo o mundo. Trata-se de lembrança adquirida em lojas de presentes, muito fácil de se obter numa viagem ao Japão – você irá achá-lo até nas lojas próximas às salas de embarque nos aeroportos para compras de última hora.

 

Este banner procura ilustrar a cultura japonesa de maneira simplificada: o Monte Fuji (富士山 – 3776m de altitude), ponto culminante do arquipélago japonês; Sakura (桜) que é cerejeira, símbolo nacional; a mulher de Kimono (着物) – traje feminino tradicional; e o templo budista Senso-ji (浅草寺) de aproximadamente 1400 anos, localizado no bairro de Asakusa, centro de Tóquio. Senso-ji é um templo dedicado ao falso deus Avalokiteśvara importado da Índia.

 

Um templo semelhante está em Kyoto. É o templo budista Tou-ji (東寺) de quase 1300 anos que é considerado um tesouro nacional japonês e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

 

Dubai x Japan (717)

Templo budista Senso-ji

O Tou-ji é um templo e torre de madeira mais alta do Japão, e dentro dele, queima-se incensos segundo as tradições daquela religião.

O problema do banner está obviamente no templo idólatra, e você sabe que tais coisas não podem estar presente num lar cristão.

 

 

 

Oriente Médio:

Jerusalem-Israel

Vista panorâmica de Jerusalém, a partir do Monte das Oliveiras

A situação não é muito diferente dos gifts e souvenirs (presentes e lembranças) adquiridos em Israel. Quase todos os turistas que vão a Jerusalém trazem um poster como abaixo: Ao subir no Monte das Oliveiras que está defronte a Old City, qualquer pessoa pode conseguir este ângulo para fotografia. O prédio de cúpula dourada é o Domo da Rocha, também chamado Mesquita de Omar, que é uma mesquita islâmica.

 

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Domo da Rocha – mesquita muçulmana

O Domo da Rocha é considerado o terceiro maior símbolo muçulmano (1° Meca, 2° Medina), e um dos principais motivos de desentendimento entre judeus, cristãos e muçulmanos. Hoje é declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ele não fazia parte da paisagem de Jerusalém nos tempos bíblicos e não representa a fé evangélica, porém vemos este poster sendo usado em fachadas de igrejas, e até como decoração para parede do fundo do púlpito de algumas igrejas. Isto passa a ser uso indevido do símbolo de outras religiões.