Calendário

Na próxima semana, Israel comemora o ano novo do calendário judaico conhecido como Rosh Hashaná.

Todo calendário é essencialmente um arranjo do tempo, designando períodos de caráter e significado diferentes. Antes do Êxodo, os israelitas viviam pelo calendário egípcio e de outros povos. Eles não tinham o seu “próprio tempo.”

 

Somente depois do Êxodo, com a liberdade ao seu alcance, os israelitas foram presenteados com um calendário. Somente um povo livre que pode dirigir o seu próprio destino e dar livre expressão às suas aspirações necessita de um calendário. Um escravo segue o calendário do seu senhor, significando a sua subserviência aos desejos e caprichos de seu amo. Uma vez que o tempo não lhe pertence, possuir um calendário não teria nenhum sentido e seria até um absurdo.

 

Um calendário, portanto, tem apenas significado para aquele que pode usá-lo livremente. Um prisioneiro condenado à prisão perpétua não precisa de calendário. Uma pessoa abatida por uma doença grave perde toda a noção do tempo, dos dias, horas e minutos. Estas pessoas não são livres, não são donas de seu tempo, consequentemente, a passagem do tempo não tem significado para elas.

 

Somente o homem que é dono do seu tempo é verdadeiramente livre. O nosso tempo tem que ser bem administrado – com metas valiosas e edificantes. Sair do vício de “falta de tempo” e afastar-se de coisas que roubam o nosso tempo gerenciando melhor o tempo é essencial para bons resultados na vida.

 

Veja: