A banalização do sagrado

JESUS Cristo, o nosso Senhor, morreu na cruz derramando o seu sangue precioso para nos resgatar do império das trevas e nos fazer andar definitivamente no caminho santo. Fomos salvos pela obra redentora de JESUS. A ELE seja dada toda a glória, amém!

“Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1Pe 1:18-19)

 

Em 1Co 5, Paulo fala de um irmão que pecava descancaradamente. Talvez tal irmão pensasse: fui salvo pela graça, não pelas obras! À essa visão distorcida, chamamos de banalização da graça.

 

Temos que fazer valer cada gota do sangue sagrado do nosso Senhor em nossas vidas. Menosprezar a doutrina e disciplina do Senhor é profanação, um grave pecado.

 

Podemos observar vários casos de banalização das mais sagradas coisas registradas na Bíblia:

Há cerca de 2400 anos, Malaquias denunciou o desrespeito dos sacerdotes encarregados do Templo em Jerusalém em relação à santidade do nome de Deus, aos dízimos, sacrifícios e cultos, e casamentos.

 

O Templo do SENHOR em Jerusalém estava sempre lotado de gente vinda de todos os cantos de Israel e do Mundo Antigo. Os sacrifícios eram continuamente oferecidos nos altares, os cultos eram celebrados, mas o SENHOR Deus não era honrado – resultado da fé “divorciada” da Palavra de Deus.

 

Passados 400 anos, na época do Senhor JESUS, nada havia sido feito para mudar aquela situação de desrespeito ao sagrado. Quem não se lembra do capítulo que descreve o Senhor expulsando os negociantes da Casa de Oração? JESUS não teve outra escolha pois os homens estavam fazendo do Templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de leilões; do evangelho, uma mercadoria; e dos adoradores, consumidores de seus produtos.

 

Séculos antes de Malaquias, o profeta Samuel havia denunciado o mesmo tipo de pecado: os israelitas estavam em guerra contra os filisteus e eles pensavam que jamais poderia perder a guerra, já que o SENHOR era com eles – mesmo eles vivendo em pecado. Grave engano!

 

Quatro mil soldados de Israel caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui a santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus.

 

Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não livra os cristãos da ira de Deus. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. O SENHOR está mais interessado em quem nós somos do que o quanto fazemos. O SENHOR não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ELE rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ELE precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de nos examinarmos  e de voltarmos para o Senhor de todo o nosso coração.

“Convertei-vos, pois, ó filhos de Israel, àquele de quem tanto vos afastastes.” (Is 31:6)