Aramaico

Todo estudante de teologia sabe que a Bíblia foi escrita em Aramaico, Hebraico e Grego, e que o nosso Senhor JESUS e seus discípulos falavam a língua aramaica. O Aramaico é uma língua semítica, isto é, dos descendentes de Sem, filho de Noé. Sabemos através da narração de Gênesis 11 que o SENHOR confundiu a linguagem dos homens e estes se dispersaram pela terra, abandonando a construção da cidade.

 

A seguir, ainda no Capítulo 11, temos a lista dos descendentes de Sem que habitaram todo o Crescente Fértil e que mais tarde se espalharam pela Península Arábica e Norte da África. Repare que Abrão esteve em Harã durante algum tempo da sua vida (Vers. 31). Isso pode indicar que o patriarca Abrão era familiarizado com o idioma local – o Aramaico.

 

Harã foi uma grande cidade da Antiguidade. Foi de lá que veio Rebeca, esposa de Isaque; e foi para lá que fugiu Jacó quando foi ameaçado por Esaú. Séculos mais tarde, Harã chegou a ser capital do Império da Assíria. O Aramaico, a língua falada nesta cidade tão importante e movimentada, era como o Inglês nos dias atuais – língua conhecida por viajantes e mercadores.

 

As seguintes passagens foram escritas em Aramaico:

 

Esdras 4:8 – 6:18
Jeremias 10:11
Daniel 2:4 – 7:28

 

Podemos observar também que nos tempos de Ezequias (716-687 a.C.) o Aramaico era uma língua diplomática, e no império persa, idioma oficial.

 

“Então, disseram Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá a Rabsaqué: Rogamos-te que fales em aramaico aos teus servos, porque o entendemos […]” (2Rs 18:26)

 

O idioma dos Nabateus era um dialeto aramaico, com forte influência árabe, conhecido através de numerosas inscrições. Daí se derivam as línguas canaanitas como o hebraico e o fenício. A escrita aramaica foi adotada por outros povos, sendo assim, ancestral do alfabeto árabe e hebraico moderno.