A questão da Palestina

Atualmente, entende-se por Palestina, a região reivindicada pelos árabes onde se situa Israel, a Faixa de Gaza, Colinas de Golã, a Cisjordânia e Jerusalém.

 

O nome “Falastin” que os árabes usam atualmente para “Palestina”, não é uma palavra árabe, e sim hebraica – פְּלְשְׁתִּים pelishtim que significa invasores, como eram chamados os antigos filisteus, povo que foi extinto ainda na época dos caldeus. A destruição dos filisteus foi profetizada por Isaías e Ezequiel:

 

“Uiva, ó porta; grita, ó cidade; tu, ó Filístia toda, treme; porque do Norte vem fumaça e ninguém há que se afaste das fileiras.” (Is 14:31)

 

“Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu estendo a mão contra os filisteus, e eliminarei os queretitas, e farei perecer o resto da costa do mar.” (Ez 25:16)

 

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Filisteus: povo do mar

Os filisteus, também chamados povo do mar, é um povo oriundo das ilhas do Mar Egeu. Eles não falavam árabe e nunca tiveram qualquer conexão étnica, lingüística ou histórica com a Arábia ou com os árabes. Atravessando os mares por volta do Século XIII, os filisteus foram se espalhando pelo Egito e, depois Canaã. A tabela das nações (Gn 10) nos informa que os filisteus são descendentes de Mizraim, pela linhagem de Casluim:

“Mizraim gerou a Ludim, a Anamim, a Leabim, a Naftuim, a Patrusim, a Casluim (donde saíram os filisteus) e a Caftorim.” (Gn 10:13-14)

 

Quem era Mizraim?

Mizraim era neto de Noé, filho de Cam (Gn 10:1-6). Mizraim é o pai dos mizrainitas, ou seja, dos egípcios.

Egito é um termo moderno para se referir a Mizraim. O egiptólogo alemão Heinrich Karl Brugsch (1827-1894) foi o primeiro quem chamou aquele antigo povo de egípcios em 1857. Esse termo deriva do latim Aegyptus que provavelmente é uma transcrição do termo egípcio Ha-ku-ptá que era um dos nomes de Mênfis, a antiga capital do Egito. Em Sl 105:23, vemos que Jacó esteve na terra de Cam, ou seja, no Egito; e em Sl 78:51 está descrito que o SENHOR feriu os descendentes de Cam no Egito.

Veja: Os filisteus no Egito

Já em Gn 50:11 (morte e sepultamento de Jacó) está relatado:

“Tendo visto os moradores da terra, os cananeus, o luto na eira de Atade, disseram: Grande pranto é este dos egípcios. E por isso se chamou aquele lugar de Abel-Mizraim, que está além do Jordão.”

 

Aqui observamos que o nome dado àquela terra foi Abel-Mizraim – em tradução livre: ‘lágrimas do Egito’. Assim, ao investigarmos atentamente as Escrituras, observamos que os filisteus e egípcios eram parentes próximos.

 

O termo Palestina

O termo Palestina foi usado pela primeira vez pelo historiador grego Heródoto, no Século V a.C. e no Século II d.C. pelo imperador romano Adriano. Nos tempos do reinado de Adriano, Jerusalém ainda estava em ruínas e abandonada desde a primeira guerra judaico-romana em 70 d.C.. Adriano teve um plano ambicioso de reconstruir Jerusalém para abrigar o seu exército na então província romana da Judeia. O seu projeto incluía a construção de templo de Júpiter em plena Cidade Santa. Ao saberem deste projeto profano, logo, os judeus liderados por Simon bar Kokhba se revoltaram, porém, tão logo, os romanos conseguiram recuperar o controle do seu empreendimento sufocando a revolta. Como vingança, Adriano mudou o nome da cidade santa de Jerusalém para Aelius Capitolina (em homenagem a si mesmo Publius Aelius Traianus Hadrianus, e ao deus pagão romano Júpiter Capitolino); proibiu a entrada de Judeus na cidade, exceto na Páscoa; proibiu a prática da cultura judaica; e, por fim, para provocar e humilhar ainda mais os judeus, passou a chamar Israel de a “terra dos filisteus” – Palestina. 

 

Quase dois mil anos depois, o termo Palestina foi reinventado pelos árabes como propaganda de guerra para reivindicar para si o território que o SENHOR Deus deu a Israel. Nunca existiu uma região chamada Palestina, governada por palestinos. Não há uma língua chamada palestinês. Não existe uma cultura palestina. Os que hoje dizem ser palestinos são na verdade árabes fingindo ser descendentes dos antigos filisteus para reivindicarem para si a terra da promessa de Deus.

 

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Nunca houve Palestina nos tempos de JESUS

O termo Palestina é antibíblico. Repare que as Escrituras Sagradas nunca usam o termo Palestina em nenhuma das suas páginas. Já em mapas e em estudos, muitos cartógrafos e comentaristas cristãos infelizmente cometem esse erro grosseiro, fruto de incessante propaganda política.

 

Negar Israel é negar a Deus, as Suas profecias e promessas. Confrontar com Israel é confrontar com Deus, já que o próprio Israel é prova incontestável da presença de Deus. Veja algumas das inúmeras profecias a respeito do futuro de Israel:

  •   Dt 30:4- “Ainda que os teus desterrados estejam para a extremidades do céu, desde aí, te ajuntará o SENHOR teu Deus e te tomará de lá.” 
  •   Is 27:13- “Naquele dia, se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao SENHOR no monte santo em Jerusalém.” 
  •   Jr 31:8– “Eis que os trarei da terra do Norte e os congregarei das extremidades da terra; […] em grande congregação, voltarão para aqui.”
  •   Ez 34:12-13- “Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão. Tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos diversos países, e as introduzirei na sua terra; apascentá-las-ei nos montes de Israel […]”    

 

Sendo assim, não há por que insistir em chamar Israel de a terra dos filisteus. Toda tentativa de contrariar os planos divinos é obra do anticristo.

 

 

O que é oráculo?

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Lula e Abbas. Março de 2010

“Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; […]” (1Pe 4:11)

 

Oráculo é Palavra de Deus; a doutrina, profecia, ensinamento; é a Bíblia em si. Sejamos como os cristãos de Bereia que verificavam diariamente as Escrituras (At 17:11). Um cristão instruído no Caminho deve falar de acordo com a doutrina de Deus. A falta de conhecimento bíblico e a negligência à Palavra são grandes problemas nas igrejas atuais. Falar o que o SENHOR não falou, ou contrariar a Palavra divina é pecado. Esta é razão pela qual muitos cristãos, acadêmicos, jornalistas, e até chefes de estado com visões deturpadas tropeçaram e continuarão tropeçando. É chegado o fim dos tempos.

“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento […]” (Os 4:6)